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Pimenta

   As pimentas (Capsicum spp.) formam um grupo de espécies botânicas originárias das regiões tropicais da América Latina, que em geral dão frutos picantes, embora existam também pimentas doces. A planta é um arbusto semi perene que pode atingir 1,20 m de altura. As pimentas da América têm boa aceitação na Europa desde 1493, quando lá foram introduzidas por Cristovão Colombo. Tanto que, no século XVI, elas passaram a ser cultivadas também na Asia e na Europa.

Variedades
Pimenta (Capsicum ssp.)   As pimentas hortícolas mais cultivadas no Brasil são a malagueta (Capsicum frutescens L.), a chifre-de-veado ou dedo-de-moça (Capsicum baccatum L.), a cumari ou passarinho (C. praerermissum Heser&Smith), a de cheiro ou bode (C. chinense Jacq.), a macaco (C. microcarpum) e a pimenta-doce agronômico 11 (C. annuum), esta da mesma espécie do pimentão e cultivada da mesma forma que ele. Destacam-se ainda, entre as pimentas doces, a godê , e, entre as picantes, a sertãozinho e a santaka.

Clima e solo
   Como a planta é originária de regiões tropicais, acredita-se que em clima quente os frutos sejam mais picantes. Embora sejam indicadas para sua cultura regiões com 18 a 25°C, a pimenta produz em clima mais quente também. Não suporta o frio. O solo preferido é o arenoso-argiloso, com pH 5,5 a 6,8.

Plantio 
    Nas regiões mais frias, o plantio deve ser feito de agosto a outubro e nas mais quentes em qualquer época. As sementes - 2 ou 3 g/m2 - vão primeiro para sementeiras, distribuídas em sulcos distanciados 10 cm. Em cada grama há cerca de trezentas sementes - a dedo-de-moça e a malagueta, duzentas sementes por grama - e pelo menos 50% delas devem germinar. A quantidade de sementes para o plantio depende da variedade plantada e do espaçamento utilizado, podendo chegar a 300 g/ha. O transplante é feito quando as mudas estiverem com 8 ou 10 cm de altura. O espaçamento será de 100 a 120 cm entre linhas e 50 a 70 cm entre covas. Se houver a intenção de manter a pimenta para a segunda colheita no ano seguinte, pode-se utilizar um espaçamento maior, de 120 a 150 cm entre linhas e 80 a 100 cm entre covas.

Tratos culturais
   Se não houver chuvas, é preciso irrigar diariamente a sementeira, depois do transplante, a irrigação deve ser feita a cada três ou quatro dias. Não é preciso fazer tutoramento, como no pimentão, já que a pimenteira tem o caule mais lenhoso e resistente, não havendo, em geral, perigo de tombamento. Não se aconselha também fazer a amontoa de terra junto à planta, por que isso favorece o ataque de doenças. As pragas e as doenças que atacam as pimentas são as mesmas que atacam o pimentão. O tratamento, assim como as correções de solo necessárias, devem ser orientados por técnicos.

Colheita
   As pimentas devem ser colhidas à medida em que vão amadurecendo, ou seja, de 100 a 120 dias depois do plantio, podendo estender-se por cerca de três meses. O rendimento da cultura pode ir de 4 a 16 t/ha. As pimentas maiores geralmente são comercializadas em caixas tipo K, que podem conter de 12 a 15 kg. As pi-mentas menores são embaladas em garra-fas, em molho de vinagre. Muitos preferem em molho de óleo comestível (toma-se mais picante, mas com o tempo tende a"embolorar" ou com aguardente, conserva-se quase indefinidamente) e vendidas em feiras-livres, ou então para indústrias de conservas. As pimentas doces são colhidas ainda verdes. As picantes também podem ser colhidas verdes, mas a embalagem deve ser de pimentas com cores homogêneas. Terminada a colheita, pode-se deixar a planta no terreno, No segundo ano, a colheita ainda será razoável, se a cultura for bem cuidada. Mas como a colheita no primeiro ano é sempre maior, muitos plantadores preferem renovar anualmente as suas culturas.

Composição por 100 g 
   94 calorias. 4,1 g de proteínas, 58 mg de cálcio, 101mg de fósforo, 2,9 mg de ferro, 1356 mmg de vitamina A, 0,25 mg de vitaminaB1, 0,20 mg de vitamina B2 e 121 mg de vitamina C.

Fotos
Pimenta dedo de moça
Pimenta dedo de moça
Pimenta de cheiro
Pimenta de cheiro
Pimenta doce
Pimenta doce
Pimenta malagueta
Pimenta malagueta
Bhut Jolokia, conhecida como  a pimenta mais ardida do mundo
Bhut Jolokia, conhecida como  a pimenta mais ardida do mundo
Referências
ALVARENGA , E. M. ; SILVA, R. F. Produção de sementes de pimentão e pimenta. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 10, n. 13, p. 68-70, 1984.
NAGAI, H. Pimentão, pimenta-doce e pimentas. In: FURLANI, A. M. C.; VIÉGAS, P. G. (Ed.). O melhoramento de plantas no Instituto Agronômico. Campinas: IAC, 1993. v. 1, p. 276-294.
SOUZA, R. J.; CASALI, V. W. D. Cultivares de pimentão e pimenta. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 10, n. 113, p. 14-18, 1984.

Pimenta do reino

    A pimenteira-do-reino (Piper nigrum L.) é uma planta trepadeira da família das Piperáceas, originária da Índia. Possui folhas ovaladas e estreitas nas pontas. As flores reúnem-se em espigas alongadas. O fruto chamado de pimenta-do-reino, é pequeno, esférico e dá em cachos de 20 a 30 frutos cada. A planta chegou ao Brasil no século XVIII, mas só em 1933, com a vinda de imigrantes japoneses a Torné-Açu, no Pará,trazendo mudas da variedade Cingapura, passou a ser produzida economicamente no país. Hoje o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores, respondendo por cerca de 28% da produção mundial. Os grandes importadores são os países desenvolvidos: Estados Unidos, União Soviética, Japão, França, Alemanha Ocidental e Inglaterra. Nenhum desses países tem clima propício para a produção de pimenta-ao-reino, o que representa uma garantia de mercado para o Brasil e outros produtores. A expansão da produção depende mais do aumento do consumo internacional do que das condições locais, pois aqui existem muitas áreas capazes de produzir para atender ao possível aumento da demanda. Nisso, o Brasil leva vantagem em relação aos outros produtores (Indonésia, Índia e Malásia), que não têm grandes possibilidades de expandir a área cultivada.
Pimenta do reino, Piper nigrum

Variedades 
     A mais cultivada no Brasil é a Cingapura, de folhas estreitas, espigas curtas e frutos pequenos. São recomendadas também a panniyur-L (folhas grandes, espigas longas, frutos bem desenvolvidos, resistentes à podridão), a balankota, e kalluvaly e a karimunda. 

Clima e solo 
    O clima mais indicado é o quente e úmido, com temperaturas médias em tomo de 27°C, 2500 mm de chuvas bem distribuídas durante a maioria dos meses e umidade relativa do ar de 80%. Mas experiências do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) no plantio paulista, deram bons resultados com chuvas de pouco mais de 1100 mm ano. A cultura da pimenta-do-reino adapta-se a diversos tipos de solo, desde os de estrutura leve e porosa até os de pesada e argilosa. O mais importante é que tenha boa drenagem, pois os terrenos sujeitos a encharcamento prejudicam as raízes da planta. Mas se a retenção de umidade for muito baixa nos períodos mais secos do ano, pode haver ressecamento das raízes, impedindo a formação de novas brotações. Solos pedregosos também devem ser evitados. 

Plantio 
    A época mais apropriada para o plantio é a do início da estação chuvosa, de preferência em dias nublados. No Amapá, por exemplo, os técnicos de órgãos oficiais recomendam o plantio de janeiro a março e, em São Paulo, de outubro a dezembro .A planta deve receber muita chuva pelo menos por dois meses. No Pará costuma-se retirar material para propagação em novembro e dezembro. O plantio pode ser feito por meio de mudas ou de estacas enraizadas. De qualquer forma, a cova deve ser aberta com, no mínimo, dois meses de antecedência, feitas as correções do solo, se houver necessidade. Na época do plantio já deverão estar instalados os tutores (ou suportes). Eles devem ser de concreto ou madeira, com 2,8 a 3 m de comprimento e enterrados à profundidade de 50 cm. O de madeira deve ser resistente à umidade, fungos e insetos, pois a planta produz comercialmente cerca de vinte anos. As covas são abertas no lado leste dos tutores, isto é, no lado em que o sol bate de manhã, e devem ter no mínimo 40 cm de lado e de profundidade. As estacas para enraizamento devem ter de quatro a seis nós, 1 cm de diâmetro, coloração verde tendendo para o castanho e ser tiradas de plantas com dois a quatro anos. Elas são enterradas em canteiros,com inclinação de mais ou menos 30 graus em relação ao solo, com 1 ou 2 entre nós fora da terra. Depois de 20 ou 30 dias, as estacas estão enraizadas e surgem as primeiras folhas. Uma semana depois, arrancam-se essas mudas com cuidado e plantam-se nas covas aos pés dos tutores, com bastante matéria orgânica colocada na época de sua abertura. A muda deve ser levemente inclinada em direção ao tutor e coberta com palha por uns 15 ou 20 dias, quando ainda não está bem enraizada. As estacas podem ser também plantadas em sacos de polietileno cheios de terra de boa qualidade, regadas diariamente e, 3 a 4 meses depois, quando já estiverem bem formadas, plantadas definitivamente. Podem-se obter mudas também por meio de sementes, mas esse é um processo mais demorado e não se tem garantia de conseguir plantas com as mesmas qualidades da planta-mãe. O espaça-mento pode ser de 2 x 2 m até 3 x 3 m,mas o mais utilizado é o de 2,5 x 2,5 m, o que representa 1 600 plantas/ha.

Tratos culturais 
    Nos primeiros meses,é preciso amarrar a planta no tutor, para que os ramos não tombem. O amarrio pode ser feito com fio de algodão, fita de plástico, arame ou cipó. Outros tratos aconselhados são a cobertura morta do solo (com capim, palha de arroz, serragem ou bagaço de cana), para manter a umidade e evitar as invasoras; fazer a amontoa, isto é, amontoar o solo em volta do caule até a altura de 20 ou 30 cm, para evitar o acúmulo de água em volta da pimenteira, pois o excesso de umidade pode causar até a sua morte.Em caso de necessidade de capinas, elas devem ser superficiais, principalmente perto das plantas, para não cortar suas raízes. Nos dois primeiros anos, eliminam-se as florações. No primeiro ano, é feita a poda dos ramos de crescimento. Do terceiro ano em diante costuma-se fazer a poda nos ramos ladrões. 

Pragas e doenças
     A pimenteira pode ser atacada por pulgões, saúvas, besouros,cochonilhas e ácaros. As principais doenças são a podridão-das-raízes, podridão-dos-frutos, podridão-do-pé, mal-de-mariquita, queima-do-fio-das-folhas, antracnose, rubelose, fumagina e queima-das-folhas. Grande parte dessas doenças é provocada por fungos do solo, especialmente o Fusarium solani e o F. piperi. O tratamento deve ser orientado por técnicos. 

Consorciação e rotação 
    A Ceplac, na Bahia, indica para a consorciação com a pimenta-do-reino o cravo-da-índia, o guaraná, a macadâmia, o dendê, o coco, a seringueira, a noz-moscada e outras culturas perenes.. No Pará, alguns agricultores cultivam arroz no meio das fileiras de pimenteira. É recomendada a rotação de piperi-cultura (cultura de pimenta) com o cultivo de urucum, cará e inhame. 

Colheita 
    A pimenteira dá duas colheitas por ano. Na Amazônia, a principal é em novembro-dezembro e outra menor ocorre em março. Na Bahia, as colheitas ocorrem em março-abril e outubro-novembro. Em São Paulo há uma colheita em fevereiro-março. A planta começa a produzir no terceiro ano após o plantio. A colheita é feita a mão, usando-se escadas tripé. Um trabalhador pode colher até 100 kg por dia. Para obter a pimenta-preta, os frutos são colhidos quando alguns deles começam a amadurecer. E para a obtenção da pimenta-branca a colheita se faz quando os frutos estão amarelados, ou vermelho-amarelados, sinal de que estão bem maduros. Os pequenos agricultores obtêm a pimenta-preta deixando os cachos para secar ao sol, logo depois da colheita, sobre plástico preto, sacos de aniagem ou área cimentada. Depois de secos, os frutos ficam pretos e levemente enrugados. Só os cachos são debulhados por pisoteio ou batedura. Em algumas regiões são mergulhados em água quente por dez minutos, para terem melhor qualidade.Para obter a pimenta-branca, os frutos colhidos maduros são acondicionados em sacos de algodão e colocados em água corrente limpa, onde ficam aproximadamente dez dias. Assim perdem a casca, ficando só as sementes, completamente brancas. A partir daí o processo de secagem é igual ao da pimenta-preta. A pimenta-branca vale mais no mercado, mas com elas consegue-se apenas 18 a 20% do peso das sementes maduras, enquanto que a pimenta-preta chega a 33%. Ou seja, se numa pimenteira-do-reino colhem-se 8 kg de pimenta madura, obtém-se, no máximo, 1,6 kg de pimenta-branca ou 2,64 kg de pimenta-preta. Depois de seca, a pimenta-do-reino pode durar indefinidamente. 

Usos 
    A pimenta-do-reino é utilizada em todo o mundo, na culinária, como tempero ..É usada também, pela indústria, nos processos de conserva. Em diminutas porções tem ação estimulante sobre os órgãos digestivos. No entanto, o uso prolongado prejudica àqueles que têm problemas no fígado, intestino e de hemorroidas. 

Produção e produtividade 
    No terceiro ano de cultivo, cada planta pode produzir de 2,5 a 3 kg de pimenta-preta. No quarto ano, já produz em tomo de 4 kg, mas é possível produzir até 6 kg. A produção por hectare varia de 2000 a 7000 kg de pimenta fresca. A produtividade no Brasil é alta, com média de 2 kg de pimenta seca por pimenteira, enquanto na Índia a produção é de 300 a 450 g por pé. Trata-se de uma cultura muito vantajosa para o produtor brasileiro, pois o comércio mundial de especiarias movimenta cerca de 120 milhões de dólares por ano. A metade desse valor se refere à pimenta-do-reino, cravo-da-índia e à noz-moscada. 
Composição por 100 g 
    347 calorias, 12g de proteínas, 130 mg de cálcio, 60 mg de fósforo, 10 mg de ferro, 0,04 mg de vitamina B1, e 0,02 mg de vitamina B2

Fotos
Pimenta do reino variedades

Plantio da cultura de pimenta do reino
Plantio da cultura de pimenta do reino
Referências
CARDOSO, M. Instruções para a cultura da pimenta-do-reino. Campinas : IAC, 1966. 32 p. (IAC. Boletim, 166).
VELOSO, C.A. da C.; ALBUQUERQUE, F.C. de. Pimenta-do-reino: formação de mudas. Belém: Embrapa-UEPAE Belém, 1989. 14 p. (Embrapa-UEPAE Belém. Circular Técnica, 5).
Embrapa Sistema de Produção Online: Cultivo da Pimenteira-do-reino
 disponível em http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Pimenta/PimenteiradoReino/paginas/apresentacao.htm acesso atualizado em 29/03/2015

Priprioca

    A Priprioca ou Piripirioca (Cyperus articulatus) é uma erva Amazônica com propriedades aromáticas e medicinais, tem formato de capim com flores miúdas nas pontas, sua raiz libera uma fragrância fresco amadeirada bastante apreciada, sendo uma das principais ervas aromáticas vendidas na região norte do Brasil, onde é utilizada em banhos e fragrâncias domesticas.
O óleo da Priprioca é extraído da raiz, e está nesta em uma quantidade muito pequena.

Cultivo
Preparação do solo
    É tradicionalmente plantada em áreas de queimada, onde existem cinzas, e em consorcio com a mandioca.
    Para uso comercial a Priprioca deve ser plantada em canteiros de 1,20 m de largura por 0,50 m de comprimento  e as batatinhas de priprioca são plantadas no espaçamento de 0,40 m na linha e 0,40 m entre as linhas, partindo do centro e deixando 0,20 m nas bordas. No sentido do comprimento, o espaçamento é de 0,50 m a 1,0 m entre as leiras, para permitir o tráfego de carrinhos de mão para o transporte das mudas e para facilitar os tratos culturais. Com o crescimento da priprioca, esses espaços vão sendo fechados. Dessa forma, tem-se uma área útil para o plantio de priprioca formada por 80 leiras/ha, com 60 m²/leira, totalizando 4.800 m²/ha de área útil.
Cinco dias antes do preparo das leiras o solo deve ser bem afofado e adubado com esterco de galinha, não se deve usar fertilizantes para não afetar a qualidade do rizoma na fabricação dos perfumes. 

Plantio

    Para facilitar o pegamento deve-se deixar os rizomas de molho por um dia, o ideal é que se plante em época de estação chuvosa (Janeiro-Fevereiro) e os rizomas começam a grelhar 3 dias após o plantio. O espaçamento a ser utilizado é de 40 x 40 centímetros, abre se as covas que devem ser rasas com auxilio de uma vara  e coloca-se os rizomas manualmente. 

Tratos culturais
    A Priprioca é uma erva bastante rustica, deve-se apenas retirar as ervas daninhas com as mãos, pois a enxada pode prejudicar as plantas.

Produtividade
    A Priprioca pode ser colhida a partir de 9 meses com uma produtividade media de 180 kg/leira, chegando a atingir 300 kg leira aos 18 meses.





Referencias:
NICOLI, C. M. L. et al. Aproveitamento da Biodiversidade Amazônica: o caso da priprioca. Belém, PA: Embrapa Amazônia Oriental, Documentos 256, 2006. 25 p.
ZOGHBI, M. G .B.; ANDRADE, E. H. A.; CARREIRA, L. M. M.; OLIVEIRA, J.; MOTA, M. G. C.; CONCEIÇÃO, C. C. C.; ROCHA, A. E. S. Composição química dos óleos essenciais de priprioca (Cyperus articulatus L. e Kyllinga sp.) no Estado do Pará. .
TOLEDO, P. M. Planta aromática brasileira – Priprioca. 
http://naturaekos.com.br/biodiversidade/priprioca/

Pequi

    Árvore típica do cerrado, o pequizeiro (Caryocar brasiliense, Cambess.) é, dentre as espécies da região; a de maior valor econômico. Entretanto, apesar de sua importância, ainda não recebeu a atenção que merece, tanto que os pecuaristas do Centro-Oeste, em sua maioria, o consideram mais uma praga ou pelo menos uma planta prejudicial para as suas atividades,e cortam todos os pequizeiros de suas propriedades. A família do pequizeiro tem apenas dois gêneros: Caryocar e Anthodiscu. O gênero Caryocar abrange doze espécies, destacando-se o Caryocar brasiliense, o C. villosum, ou pequiá; o C. blobrum ou pequirana, que floresce do Amazonas à Bahia e no Brasil Central; o C. nuciferum das Guianas; e o C.amygdaliferum, da Colômbia e Peru. O Caryocar brasiliense ao contrário do C. Villosum, árvore frondosa da Amazônia, com 20 m de altura e diâmetro de 1  a5 m - tem porte mediano, embora seja uma das maiores árvores do cerrado: pode chegar a 10m de altura e produz frutos redondos, do tamanho de uma maçã, com casca esverdeada e um caroço espinhoso e tenro, cuja amêndoa se come crua ou assada; a polpa é branca e mole e também pode ser comida crua ou assada. Porém é preciso ter prática para comer o pequi, pois quem não sabe pode ficar com a boca cheia dos espinhos.
    O pequi, como é chamado o fruto, palavra indígena que significa "casca espinhenta", tem fundamental importância na alimentação das populações do interior dos Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e do Distrito Federal. A massa que recobre as sementes é amarela, pastosa, farinácea, oleaginosa e rica em vitaminas e proteínas. Além de fornecer óleo comestível, ele é usado como condimento no preparo do arroz e da carne. A polpa também é empregada na fabricação de licor de sabor agradável e de sabão caseiro. As amêndoas da semente fornecem óleo, usado para os mais variados fins, e a madeira é usada para a fabricação de móveis, caibros, dormentes, mourões e postes. Dela sai um pó muito urticante que provoca um prurido intolerável. Sua entre casca macerada produz tanino e uma tintura castanho-escura de ótima qualidade, utilizada no tingimento artesanal. 

Frutificação 
    O pequizeiro floresce de novembro a dezembro e frutifica de janeiro a abril. Em cerrados normalmente roçados para facilitar a pastagem do gado, observam-se exemplares pequenos -com 1 m altura - carregados de flores em épocas fora do período normal de floração. Sua produção varia muito. Em anos de muita chuva, produz pouco; nos de seca, a produção é maior. No sertão existe um ditado muito conhecido: "Ano de pequi, ano de crise". O que ocorre,dizem os nativos, é que as chuvas fortes derrubam as flores antes da fecundação.Os frutos geralmente têm uma semente, mas podem ter até quatro. Quando estão maduros, caem. E não adianta colhelos das árvores, pois, quando verdes, não têm sabor. Um pequizeiro produz em média 6.000 frutos.

Cultivo 
    São poucas as informações sobre o cultivo racional do pequizeiro. Sabe-se que sua produção é muito váriavel e que raramente se encontram plantas novas vegetando. Numa tentativa de esclarecer as dificuldades de perpetuação do pequi, o agrônomo sílvicutor da Universidade Rural do Rio de Janeiro, Ezechias Paulo Heringer, fez uma experiência com sementes. Apanhou um lote de quatrocentas sementes estratificadas (armazenadas em areia), colhidas no ano anterior, e outro de trezentas sementes, recém-colhidas, protegidas por seus invólucros, e os semeou no solo de cerrado durante o mês de janeiro. Suas conclusões foram as seguintes: as sementes estratificadas brotaram mais rapidamente; apesar de germinarem muito bem, as plantas começaram a morrer logo que acabaram as chuvas,exigindo irrigação artificial; as sementes estratificadas que não germinaram até o final das chuvas, só foram germinar na estação chuvosa seguinte; sob proteção florestal, as plantas que venceram o primeiro e o segundo ano tiveram crescimento excelente, em comparação complantas de cerrado quado semeadas. Para Heringer, o pequizeiro é árvore que pode ser cultivada com facilidade, desde que não falte água no início de sua existência. E recomenda alguns cuidados com relação à  colheita: as sementes devem ser despojadas de seus invólucros e guardadas em caixas de areia seca e em lugar seco, porque, deixadas no campo, podem ser atacadas por cupim, formigas ou outros insetos. 

Utilização 
   Do pequizeiro praticamente se aproveita tudo. As sementes são cozidas com arroz. A polpa amarela comestível pode ser separada:la semente por meio de fervura e aproveitada para diversos fins. Costuma-se diluí-la no óleo para frituras como condimento, ou no leite aquecido com cravo, canela e açúcar. É utilizada também na fermentação para obtenção de licores e sabão pela mistura com soda cáustica ou decoada. Decoada é um filtrado que se obtém com cinza de tingui (Magonia pubescens), de "mulher-pobre" (Dillodendron binatum) ou angico(Piptadenia falcata). A cinza é misturada com água e socada dentro de um balaio em forma de funil. O balaio fica dependurado com uma vasilha em baixo. O produto recolhido na vasilha é a decoada,que se junta à massa amarela e é fervida até o ponto de sabão. As flores são apreciadas pelos veados campeiro e mateiro e pelas pacas, e os caçadores costumam usar o pequizeiro como ponto de espera (ceva); o chá das folhas serve de bom medicamento para regularizar o fluxo menstrual; e , pólen das flores é um grande produtor de energia.
    A madeira é usada para esteios de curral e mourões, por ser uma da: poucas espécies brasileiras que resistem à poluição produzida pelos detritos dos currais. O óleo extraído do pequi, misturado com algum composto de cálcio, como o glicerofosfato ou latofosfato,pode ser aplicado como excelente recalcificante par: os casos de raquitismo e pré-tuberculose pulmonar. Era usado nos anos 40 no preparo de produtos medicinais, como a Emulsão de Pequi e o Pequiodeo, utilizados no tratamento de todas as doenças do aparelho respiratório e definhamento orgânico. É usado ainda como restaurador das energias e tônico,mesmo puro, ingerido na dose de uma colher de café, duas ou três vezes ao dia, nas principais refeições. Serve também como bálsamo para os asmáticos. Os animais também gostam de se alimentar com pequi. Os bovinos quebram. os frutos como casco e comem a parte interna do fruto,protegendo-se contra os espinhos (mas registram-se casos de morte de animais, por comerem as sementes espinhosas). Eles são os responsáveis pela disseminação da semente, e conseqüentemente, pela propagação da espécie. O leite do gado leitero que come pequi tem cheiro característico do fruto e coloração amarela, fazendo supor que, no preparo da manteiga, foi usado corante artificial. 

Propriedades do Pequi
O Pequi (100 g) possui cerca de 200.000 U.I. (unidade internacional) de vitamina A, equivalente a120.000 mmg. É o fruto mais rico nessa vitamina até hoje analisado. Em seguida vem o dendê, com 101 656 U.I., e a pupunha, com 14800 U.I  

Composição nutricional por 100 g 
Além da vitamina A, o fruto maduro contém: 89 calorias, 14 mg de cálcio, 10 mg de fósforo, 1,39 mg de ferro, 0,241 mg de cobre, 0,3mg de vitamina B1,   0,46 mg de vitamina B2 e 12,09 mg de vitamina C.

Fotos

Pimenta-da-Jamaica

    A Pimenteira-da-jamaica (Pimenta officinalis Lindl.) é uma árvore com até 10 metros de altura, pertencente à família das mirtáceas e originária da América Central (Jamaica e Cuba) e do México. Tem a casca do tronco lisa, acinzentada e fortemente aromática. O fruto verde, especiaria chamada pimenta-da-jamaica, é pequeno, arredondado e tem duas sementes. O sabor lembra uma mistura de cravo, canela e pimenta-do-reino.


Clima e solo 
    Clima tropical, tempera-tura média ideal em tomo de 27°C, precipitação pluviométrica acima de 1.300 mm anuais bem distribuídos, sem estação seca prolongada, umidade relativa em tomo de 80%, muita insolação, ventos moderados. Dar preferência a solos planos ou com elevações pequenas e declives suaves, férteis, bem drenados, com abundância de matéria orgânica.

Plantio 
    Por mudas ou sementes que devem ser formadas em viveiros para posterior transplante. O viveiro é contruído com caibros de madeira ou material similar encontrado na propriedade medindo cerca de 2,50 m de altura e enterrado 0,50 m no solo, a uma distância de 3,00 m entre um e outro. A cobertura é de folhas de palmeira, sustentada por varões de madeira. Colocam-se folhas de palmeira também nas laterais para proteger do vento. Em cada metro quadrado colocam-se de quarenta a cinquenta mudas, com espaço entre os blocos de mudas para movimentação dos trabalhadores e também para permitir o espaçamento adequado para as plantas se desenvolverem. A formação de mudas deve ocorrer dez a onze meses antes do plantio, escolhendo-se como árvore matriz aquela que tenha alta produção, frutos grandes com maturação uniforme e sem pragas ou doenças. A semeadura é feita em canteiros de areia ou terra leve, que serão cobertos de palha para proteção contra os raios solares. Após dez dias ocorre a germinação. Quando surgir o primeiro par de folhas, a muda é selecionada e repicada para saco de polietileno preto, com 20 cm de altura, 10 cm de base e orifícios no fundo. O terriço, no saco, deve ser leve e rico em matéria orgânica. Os sacos são arrumados no viveiro onde as mudas serão regadas. O plantio definitivo deve ser no período chuvoso. As covas devem ser abertas nas dimensões de 0,40 x 0,40 x 0,40 m, cerca de trinta dias antes do plantio. O espaçamento é de 6 x 6 m com 277 plantas por hectare. A muda é colocada no centro da cova. Retira-se então o saco de polietileno e enche-se a cova com terriço, fazendo pressão para fixação da muda. Em seguida, cuida-se da proteção contra o sol com palha, ou sombreamento provisório com plantio de banana, mandioca, guandu e mamão. Recomendam-se, duas a três capinas e quatro a seis coroamentos anuais; há quem pode a gema terminal, no segundo ano para aumentar a copa, reduzindo a altura da planta. Alguns produtores têm obtido bom resultado com adubação de farinha de ossos na base de 200g por cova.

Colheita 
    Inicia-se após quatro ou cinco anos. Os frutos são colhidos ainda verdes e dessecados ao sol. Se amadurecerem, perdem o valor. O rendimento é de cerca de 1.200 kg/ha.

Usos 
    A pimenta-da-jamaica seca e moída é utilizada em culinária, na panificação e na conservação de alimentos. As folhas são usadas para aromatizar bebidas e seu óleo essencial em perfumaria e indústria farmacêutica. Os frutos e as sementes têm propriedades estimulantes.

Fotos

Vetiver

    O vetiver (Vetiveria zizanioides Stapf) também é conhecido cómo capim-de-cheiro, campim-sândalo e patchuli (embora não seja o verdadeiro patchuli). Pertence à família das gramíneas e é orginário da Índia. No Brasil, o vetiver é encontrado desde o Amazonas até São Paulo. A importância econômica do vetiver se concentra nas raízes. 

Clima e solo  
    São ideais climas úmidos, com temperatura média de 25ºC. Para melhorar o desenvolvimento e facilitar, arrancamento e a "bateção" das raízes, é aconselhável que os solos sejam arenosos e profundos. A adubação verde é recomendada, e pode ser feita por meio de rotação com leguminosa ou com o aproveitamento das folhas e raízes destiladas da própria planta. 

Plantio 
    Durante a estação chuvosa; plantam-se pedaços de raiz em fileiras, sobre camalhões com cerca de 25 cm de altura e espaçamento de 90 cm entre as fileiras e 30 cm entre as plantas. A área deve ter boa exposição solar. A densidade deve ser de cerca de 15000 mudas por hectare. Dias encobertos e solos úmidos são os mais indicados para o plantio. O ciclo da cultura é de dezoito a vinte meses e, se plantado na estação chuvosa, acolheita coincidirá com o outono e com o inverno, que é o melhor período, pois arrancar o capim com chuvas prejudica o rendimento e a qualidade do óleo. As mudas são obtidas com a subdivisão de touceiras, aproveitando-se a colheita das raízes para seu preparo. Se esse momentonão for o melhor para o plantio, pode-se aguardar a época propícia colocando-as, provisoriamente, em canteiros de baixada, em local úmido. Nessa fase, as mudas serão cortadas a uma altura de 20 a 30 cm,estando prontas para o plantio regular. Entre uma plantação e outra é interessante intercalar uma espécie que não seja gramínea, de preferência uma leguminosa. Nivelar, tanto quanto possível, o terreno, para facilitar a mecanização dos trabalhos. Antes da colheita de raízes da primeira plantação, deve-se iniciar novo plantio, entre outubro e janeiro, de área identica, para fornecer raízes quando terminar a colheita da cultura anterior. 

Colheita 
     Experiências feitas no Instituto Agronômico de Campinas demonstram que a maior porção de raízes se encontra, no máximo, a 30 ou 35 cm de profundidade e que, abaixo desse limite,a extração se torna antieconômica. Em pequenas plantações, a colheita poderá  ser manual e, nesse caso, o trabalhador deve fazer baixar a touceira para um lado com uma das pernas e com um enxadão afiado cortar fundo em toda a volta, arrancando a parte aérea com a cepa. Se dispuser de mecanização, usa-se uma ceifadeira apropriada para cortar folhagem, extraindo-se a soqueira com enxadão. Ogrande volume de folhagem sobre o solo implicará muito trabalho e demora se for feito manualmente. Qualquer que seja o processo da colheita, é preciso armazenar o material destinado à destilação. Este é transportado para galpões abrigados contra a umidade, onde ficam em sacos ou enfardados, se as raízes, após a batedura,contiverem ainda muita terra aderente, é conveniente lavá-las em tanques ou água corrente. A secagem, após a lavagem das raízes, só é necessária se for feito o armazenamento antes da destilação. Aliás, é aconselhável um armazenamento de três a seis meses antes da extração do óleo, o que dará menor rendimento, mas melhor qualidade, sem um indesejavel odor de capim cozido. A destilação do vetiver cultivado só é interessante quando o teor de óleo ultrapassa 1%. 

Usos 
    O óleo extraído das raízes do vetiver é utilizado na indústria de perfumaria, graças a seu aroma agradável, forte e duradouro. Participa de muitas formulações, e é usado principalmente como fixador natural de composições muito voláteis (que se evaporam). Combina bem com óleos de sândalo, patchuli e rosa. Dele se extrai o vetiveral, um componente como odor mais suave do que o próprio óleo, excelente fixador, muito usado na composição de perfumes de alta classe.

Fotos
Fazenda Guarara - Betim MG / Deflor bioengengaria


Stévia

      A Stévia (Stevia rebaudiana Bert.) é uma  planta herbácea da família das compostas,originária da Serra do Amambaí, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Tem caules frágeis; ramosos com até 1,5 m de altura. As flores pequenas e brancas têm forma capitular (semelhantes à margarida). Tem rizomas e raizes perenes, e parte aérea anual. A partir de 1969, a Stévia passou a ser estudada pelos japoneses. Hoje o Japão é o maior produtor do steviosídeo, adoçante derivado da Stévia. No Brasil, as pesquisas sobre a planta e sua  industrialização se desenvolvem, mais acentuadamente, na Universidade Estadual de Maringá, no Paraná. 



Clima e solo 
    Adapta-se a vários tipos de clima, mas prefere os tropicais. Gosta de solo leve, bem drenado e com matéria orgânica. Produz melhor em períodos de dias longos, devendo-se programar o plantio para que o florescimento ocorra no verão.

Plantio 
    A semeação deve ser entre maio e junho, em viveiros, utilizando-se 30 g/m2 de sementes. Em junho e julho se faz a repicagem e em agosto e setembro, planta-se no campo, no espaçamento de 40 x 20 cm, com 100 a 200 mil plantas/ha. Depois de 45 a 60 dias do plantio é efetuada uma poda para favorecer a produtividade da primeira colheita. A stévia exige irrigação; principalmente nos primeiros meses. E necessário um bom controle das plantas invasoras.

Colheita 
    A época de corte é determinada pelo começo do florescimento, a planta deve ser cortada acima de 5 cm do solo. Deve-se -evitar a colheita da planta úmida pela ação do orvalho ou da chuva. Depois do corte, as folhas devem ser deixadas de seis a sete horas no sol (ou utiliza-se um secador), devendo em seguida serem postas para acabar de secar à sombra. Para render de três a quatro cortes por ano, a planta não deve frutificar, senão a parte aérea morre, voltando a rebrotar na primavera. A produção normal é de 1500 a 2 500 kg/ha de folhas secas. A cultura pode permanecer produtiva por até 6 anos.

Usos 
    As folhas da stévia contêm substâncias adoçantes (o steviosídeo e o rebaudiosídeo), não calóricas. O steviosídeo (de 5 a 15% do peso das folhas secas) tem poder adoçante 300 vezes maior que a sacarose (açúcar da cana-de-açúcar e da beterraba). Em menor escala aparece o rebaudiosídeo (de 3 a 6%) que é mais doce que a sacarose. Essas substâncias podem substituir a sacarina e o ciclamato, que são a base de adoçantes sintéticos, além de servir como adoçante natural e não calórico em refrigerantes, bebidas alcoólicas, gelatinas, balas, biscoitos, gomas de mascar e outros alimentos. O adoçante é apresentado em forma de cristal e tem propriedades antidiabéticas, anticárie, além de contribuir no tratamento da obesidade e não apresentar toxidez ao ser humano.

Fotos
Cultivo comercial de Stévia

Sálvia

    A sálvia (Salvia officinalis L.), também chamada de Salva ou Salva-das-boticas, é um pequeno arbusto da família das labiadas, originário do sul da Europa,com altura, variando de 30 a 80 cm. As folhas são alongadas e arredondas nos cantos, recobertas por pêlos finos e macios. Existem várias espécies e variedades de sálvia identificáveis pelas cores das flores e tonalidade das folhas. Toda a planta da Salvia officinalis L. apresenta um aroma agradável e característico, com sabor quente, picante e um pouco amargo. 

Clima e solo 
    E uma planta de climasubtropical seco. Não tolera frio intensonem excesso de calor. Adapta-se bem às regiões do sul do Brasil. A sálvia prefere solos permeáveis, bem drenados, leves, ricos em matéria orgânica, com presença constante de nitrogênio e uma boa exposição solar. 

Plantio 
    A sálvia se propaga por sementes, estacas cortadas de ramos, alporquia e divisão de touceíras. A época do, plantio pode ser na primavera ou no outono, se o inverno não for rigoroso. Para qualquer método de plantio o espaçamento deverá ser de 60 a 80 cm entre as fileiras e de 40 a 50 cm entre uma planta e outra. 

Colheita 
    Deve iniciar-se no segundo ano após o plantio. A colheita das folhas deve acontecer antes da formação dos botões florais. A secagem das folhas de Sálvia é mais demorada do que a das outras plantas aromáticas, por serem mais consistentes. Cada nove quilos de folhas frescas resultam em dois quilos de folhas desecadas. A cultura deve ser renovada depois de quatro ou cinco anos, antes que o envelhecimento comprometa a qualidade da produção e a produtividade. 

Usos 
    As flores e as folhas de sálvia têm propriedades cicatrizantes, antiespasmódicas, antissépticas, emenagogas (faz vir a menstruação), hipoglicemiantes(abaixa a taxa de glícose), digestivas,diuréticas, hemostáticas (contra as hemorragias), carminativas (contra os gases intestinais) e anti-reumáticas. Além disso, é usada nas inflamações de garganta e c-mo tônico e estimulante, anti-depressivo e contra o esgotamento físico.

Fotos
Pequeno pé de Sálvia,  Existem várias variedades de que podem ser identificadas pelas suas folhas e flores

Imagens: Autor do post 

Salsa

    A salsa ou salsinha (Petroselinum sativum L.), é uma planta herbácea da famíliadas umbelíferas, originária do sul da Europa, Oriente Médio e norte da África. A salsa pode atingir até 80 cm de altura e é bianual(desenvolve-se vegetativamente no primeiro ano e gera flores esbranquiçadas no segundo). Tem folhas triangulares e franjadas. 

Clima e solo 
    Subtropical, com temperaturas entre 8 e 22°C. Prefere solos areno-argilosos e orgânicos bem drenados, com pH entre 6,0 e 6,5. No entanto, por ser uma planta rústica, vegeta bem em vários tipos de terreno.     

Plantio 
    Por meio de sementes, é feito durante todo o ano, de preferência entre abril ejunho. A semeadura é feita no local definitivo, em sulcos distanciados em 30 cm e com 1 centímetro de profundidade, sendo necessários de 1 a 2 gramas de sementes por metro quadrado de canteiro (cada grama contém cerca de 700 sementes). Quando as plantas estiverem com mais ou menos 5 cm de altura, é feita a raleação, deixando no local as mais vigorosas, num espaçarnento de 10 a 15 cm. 

Colheita 
     Inicia-se geralmente 60 dias após a semeadura, cortando-se as hastes com folhas mais desenvolvidas ou se arrancando as plantas com raízes. O rendimento depende do número de sementes plantadas e de seu poder germinativo. As folhas e as raízes são normalmente consumidas frescas, mas também podem ser dessecadas. As sementes são colhidas quando maduras, antes que caiam ao chão, e são dessecadas ao sol. 

Usos 
    As folhas frescas da salsa são muito utilizadas como condimento no preparo de carnes, molhos, sopas (raízes) e outros alimentos. No mercado, é comum encontrá-la junto com a cebolinha-verde, em maços conhecidos como "cheiro-verde". A Salsa tem propriedades diuréticas, anti-hemorrégicas,antianêmicas, antigalactagogas (suprime a secreção de leite), antiescorbúticas, anti-reumáticas, carminativas (combate os gases intestinais) e é utilizada no tratamento de problemas pulmonares e de pele, de Acne, edemas, abscessos, picadas de insetos (folhas aplicadas diretamente na pele), além de combater inflamações nos olhos, menstruações dolorosas (as sementes) e problemas digestivos. As sementes contêm uma substância chamada apiol que as torna tóxicas quando consumidas em grande quantidade. A salsa é venenosa para os papagaios. 

Composição nutricional  por 100g
     43 calorias, 3,2 g de proteínas, 195 mg de cálcio, 52 mg de fósforo, 3,1 mg de ferro, 607 mmg de vitamina A, 0,12 mg de vitamina B1, 0,24 mg de vitamina B2 e 146 mg de vitamina C.

Fotos

Imagens: Autor do post

Sassafrás

    O Sassafrás (Ocotea cymbarum Benth) é uma árvore da família das Lauráceas, que vegeta naturalmente no sul do Brasil e chega a 14 m de altura. As reservas exploradas comercialmente se concentram no Vale do Itajaí, no Estado de Santa Catarina. 
    Há três variedades que se distinguem pela cor da madeira e pelo óleo: preta,(com 1,5% de óleo), parda, (com 1,2%) e amarela, (com 0,9%). Não tem havido reposição das reservas brasileiras que, por isso, estão se reduzindo. Do plantio ao abate, ela dura cinqüenta anos. O óleo essencial do Sassafrás é utilizado nas indústrias de desinfetantes e perfumaria. Lascas ou corotes da madeira são usadas para aromatizar a pinga e outras bebidas (o álcool dissolve o óleo essencial). No entanto, o principal componente do óleo é o safrol, que comprovadamente é um cancerígeno. Portanto, o Sassafrás não deve ser utilizado como aromatizante direto. O safrol serve como matéria-prima na síntese de outras substâncias orgânicas.

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Patchuli

   O Patchuli (Pogostemon patchouli Pellet.) é uma planta originária da Índia, pertencente a família das labiadas. Chega a 80 cm de altura, tem caule quadrangular, folhas finas e verde-escuras. No Brasil, opatchuli foi introduzido recentemente e está sendo cultivado em pequena escala na Bahia e no Pará. 

Clima e solo  
   Prefere clima tropical quente e úmido, com chuvas bem distribuídas. Não tolera secas prolongadas, ventos frios e geadas. Exige solos férteis e sombreamento parcial. E uma planta desub-bosque, que deve ser cultivada em baixo de outras árvores. 

Plantio 
   Feito por estacas, pois a planta não produz sementes. Escolhem-se ramos terminais com 20 a 25 cm de comprimento. O plantio deve começar 45 dias antes do início da estação das chuvas,com as estacas sendo enterradas em 2/3 do seu comprimento e no espaçarnento de 80 x 60 cm. 

Colheita 
   Os ramos são colhidos juntamente com as folhas. A primeira colheita deve ser iniciada de seis a sete meses após o plantio. Podem ser feitos três cortes anuais, permanecendo a planta produtiva por cerca de três anos. A produção normal é de até 3 000 kg/ha/ano de folhas secas, com rendimento de 2 a 3% de óleo essencial (equivalente a 60 a 90 kg). 

Usos 
   O óleo do patchuli, obtido das folhas secas através de destilação, é utilizado na indústria de perfumes, sabonetes e cosméticos.

Fotos

Palma-rosa

Palma-rosa, Cymbopogon martini Stapf    A palma-rosa (Cymbopogon martini Stapf, variedade motia) é uma planta da família das gramíneas, originária da India, herbácea, perene que emite rebentos espessos e eretos. A importância da palma-rosa está em seu óleo essencial, extraído das suas folhas e flores. 

Clima e solo 
   Tropical ou subtropical, preferindo lugares quentes e úmidos, com chuvas bem distribuídas e protegidos de ventos frios. Os solos ideais são os de boa drenagem, soltos, não encharcáveis, e pelo menos medianamente férteis. 

 Plantio 
   Por meio de sementes, no local definitivo, ou em sementeiras para a formação de mudas. A semeadura direta ocorre de outubro a novembro, sendo necessários 3 kg/ha de sementes. O espaçamento indicado é de 80 a 120 cm entre as linhas e 40 a 60 cm entre as plantas. O plantio em viveiros tem início nos meses de setembro e outubro, em canteiros preparados para receber as sementes misturadas com areia fina ou cinza. Quando a planta estiver com cerca de 20 cm de altura, desbasta-se 2/3 da parte aérea e transplanta-se para o campo. São necessárias de 15000 a 32000 mudas por hectare. Deve-se cultivar em nível. 

Colheita 
   O primeiro corte ocorre, em geral, seis meses após o plantio, quando se inicia o f1orescimento. São feitos dois cortes por ano, justamente nos dois florescimentos anuais, (abril-maio e setembro-outubro).  As touceiras devem ser cortadas rente ao solo. O corte pode ser manual ou mecânico. A produção normal é de 20 a 40 t/ha ano, resultando de 60 a 120 kg de óleo essencial, obtidos por destilação a vapor do material colhido. A cultura pode permanecer produtiva por até 5 anos. 

Usos 
   Da palma-rosa utiliza-se o óleo essencial, que deve conter no mínimo 90% de geraniol. Esta substância é empregada na fabricação de perfumes finos, cosméticos e sabonetes, conferindo a esses produtos um aroma de rosa. É usada também como aromatizante de tabacos.

Orégano

   O orégano (Origanum vulgare L.) é uma planta herbácea da família das labiadas. E encontrada em forma nativa na Europa, sul da União Soviética; México e em certas regiões da América do Sul (no Brasil só é cultivada). Varia de 25 a 80 cm de altura, tem caule ereto e quadrangular. As folhas são ovais, pontiagudas, verde-escuras ou levemente acinzentadas, com a face inferior coberta de pêlos finos e curtos. As flores são avermelhadas e agrupam-se em tufos nas extremidades dos ramos superiores. No Brasil, existem regiões onde o orégano vive vários anos, mas não produz flores, devido às condições climáticas. A planta toda emana um forte aroma característico e intenso. 

Clima e solo 
Oregano, Origanum vulgare   O orégano prefere clima temperado, não tolera temperaturas muito altas ou muito baixas e nem geadas. Os solos devem ser bem férteis, de natureza calcaria, permeáveis e devem receber muita luz solar. 

Plantio 
   Por divisão de touceiras, estaquia e sementes. O plantio de estacas e touceiras divididas ocorre no outono, num espaçamento de 50 x 30 cm. O meio de propagação mais utilizado é por sementes no local definitivo. A semeadura é feita na primavera, em sulcos com 1cm de profundidade. Quando as plantas atingirem de 10 a 15 cm de altura, efetua-se um desbaste, deixando-as distanciadas em 20 a 30 cm uma das outras. 

Colheitas 
   Se a planta der flor e se esse for o objetivo da colheita, a época de corte será quando as flores desabrocharem. Se a planta não produzir flores, inicia-se a colheita das folhas e dos ramos no fim do verão ou começo do outono. Nunca se faz o corte rente ao solo e sim no segundo conjunto de folhas. A colheita das flores e das folhas deve começar pela manhã, logo após a secagem do orvalho. A dessecação é feita à sombra ou em secadores. O produto. ao ser comercializado, não deve conter hastes ou outras impurezas. 

Usos 
   As folhas e as flores dessecadas do orégano são muito utilizadas como tempero aromatizante em alimentos. O orégano tem propriedades estimulantes, expectorantes e diuréticas mais acentuadas no óleo das flores.

Fotos
Orégano
O orégano é a mais aromática das plantas utilizadas como condimento

Noz-moscada

   A moscadeira (Myristica fragrans Hoult.) é uma árvore com cerca de 10 m de altura, originária da Indonésia. Pertence à família das miristicáceas. Seu fruto contém uma semente, a noz-moscada, coberta por uma casca vermelho-brilhante chamada macis, também de valor comercial. 

Clima e solo 
   Tropical, com temperatura média de 21°C e chuvas de 1300mm/ano. A moscadeira não tolera secas prolongadas, água estagnada, nem ventos fortes, pois suas raízes são muito superficiais. Prefere os solos bem drenados, com alto teor de matéria orgânica. 

Plantio 
Noz-moscada, Myristica fragrans Hoult   Principalmente por meio de sementes, plantadas imediatamente depois de colhidas, em saquinhos com 30 cm de altura e , diâmetro de 10 a 15 cm, contendo uma mistura de duas partes de terra e uma de esterco bem curtido até a altura de 25 cm. Completa-se o restante com serragem, onde deve ser posta a semente para germinar. A moscadeira é uma planta dióica (existem plantas do sexo masculino e feminino) e por isso, para frutificar, precisa de umá planta masculina para cada dez femininas. Só se sabe o sexo na primeira florada, no quarto ou quinto ano depois do plantio (as flores masculinas reúnem-se em hastes e a femininas são solitárias). Plantam-se as mudas num espaçamento de 6 x 6 m (mais adensada que o ideal) e após o primeiro florescimento, retira-se o excesso de plantas masculinas. O espaçamento recomendado para um bom desenvolvimento das plantas é de 9 x 10 m. O plantio é feito entre outubro e abril. No primeiro ano, a moscadeira precisa de um pouco de sombra, para evitar a queima das folhas. 

Colheita 
   A primeira produção se dá quatro ou cinco anos depois do plantio. Os frutos maduros abrem, deixando aparecer as nozes. Normalmente, depois de 24 horas, eles caem da árvore. A colheita é feita com frutos abertos, antes que caiam. Depois da colheita as nozes são separadas do resto do fruto e colocadas para secar em local sombreado. Secas, devem ser tratadas com cal, para evitar o ataque de insetos e fungos. O macis deve ser prensado ainda úmido, para melhor acondicionamento. A produção é de 800 kg/ha de nozes e 35 kg/ha de macis seco. O crescimento da moscadeira completa-se por volta de vinte anos, e a árvore produz por mais de quarenta anos. Pode ser associada com culturas intercalares, como a banana, abacaxi, milho, arroz, baunilha, maracujá ou pimenta-do-reino. 



Usos  
   Como aromático, na culinária ena fabricação de licores. Seu uso mais amplo ocorre na indústria: o óleo essencial é empregado em perfumaria, na produção de pasta dental e produtos farmacêuticos. Como medicamento, a noz-moscada tem propriedades digestivas e estimulantes.
Fotos
Noz-moscada

Arvore de Noz moscada

Mentas - Menta, Hortelã, e Poejo

   A menta é um gênero da família das labiadas, que compreende diversas espécies, variedades e híbridos. São plantas herbáceas, rizomatosas (caules subterrâneos) que emitem hastes quadrangulares de coloração verde ou arroxeada. As folhas são ovais, de bordo serrilhado ricas em glândulas oleíferas e de aroma característico. A menta é originária da Europa. Dentre as espécies que têm valor comercial e medicinal, destacam-se:

• Menta arvenis L, conhecida como  hortelã-pimenta: suas flores localizam-se entre as folhas superiores e as hastes, ficando separadas uma das outras. E a espécie de maior importância econômica. Existem variedades melhoradas da hortelã-pimenta no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), como a IAC-701, cultivada no Paraná, Paraguai e Bolívia: O óleo essencial desta espécie caracteriza-se pelo alto teor em levo-mentol (65 a 75%). O mentol natural é utilizado em produtos farmacêuticos e o óleo desmentolado, em produtos alimentícios, balas, gomas de mascar, bebidas etc. 

Menta arvenis L
 • Mentha spicata L, conhecida como hortelã-comum: têm as flores reunidas em hastes em forma de espiga. Seu óleo, com alto teor de carvona, é empregado principalmente na fabricação de pastas dentifrícias. A produção brasileira de óleo de Mentha spicata é reduzida, e para suprir a indústria é necessário importar.
Mentha spicata L
 
• Mentha piperita L, ou simplesmente hortelã: suas flores se agrupam na parte mais alta da planta, formando um único "tufo." Produz óleo essencial (com aproximadamente 50% de mental). com aroma característico, utilizado na produção de balas, gomas de mascar, licores etc. Na região Sul, onde os dias são mais longos a planta adquire estrutura ereta, com até 1m de altura, folhas grandes e florescimento abundante. Mas a partir do Estado de São Paulo, no resto do país, ela não completa o ciclo vegetativo, permanecendo rastejante, com folhas pequenas e as pontas das hastes voltadas para o solo.
Mentha piperita L

 • Mentha crispa L, conhecida como hortelã-das-hortas: suas flores reúnem-se em forma de espiga e suas folhas são usadas no preparo de um chá (infusão) que "tem propriedade digestiva. calmante, tônica, antisséptica e antiespasmódica, além de combater a prisão-de-ventre, cálculos biliares, catarros e a icterícia. Contém óleo essencial anti-helmíntico, composto de carvona. Não tem emprego industrial.
Mentha crispa L

• Mentha pulegium L, ou poejo: suas flores se agrupam em tufos. Tem folhas pequenas, com até 1,5 cm de comprimento. A infusão dos ramos tem efeito carminativo (elimina gases intestinais), expectorante, vermífugo, antiespasmódico e antiséptico. Pode ser usada como condimento, em sucos e saladas de frutas de verduras. O poejo não tem produção comercial no Brasil. O óleo essencial é tóxico e tem como componente principal apulegona.
Mentha pulegium L

Clima e solo
   As mentas são plantas rústicas de clima temperado. As espécies arvensis e spicara adaptam-se bem ao clima subtropical, com boa iluminação solar e chuvas de  1300 a 2000 mm, bem distribuídas durante o ano. Suportam altas temperaturas, desde que contem com suprimentos de água no solo. A planta resiste bem a temperaturas próximas a 0ºC. Ventos fortes constantes e geadas podem prejudicar a cultura. Prefere solos arenosos, frescos, férteis, bem drenados, ricos em matéria orgânica e com boa topografia. No Paraná é utilizada a terra roxa ou mista, dando à menta uma vida útil de quatro anos, geralmente com três cortes por safra. A adubação orgânica deve ser  empregada e a adubação mineral precisa ser formulada de acordo com a análise do solo.

Plantio
   É feito através de rizomas obtidos de plantas adultas, que podem ser plantados diretamente no campo ou em viveiros para. a formação de mudas. O plantio por mudas é o mais usado no Brasil. Preparam-se os canteiros e deitam-se os rizomas previamente selecionados, com duas ou três gemas cada um, em fileiras contínuas, com pequenos sulcos distanciados de 5 a 10 cm. São necessários 100 m2 de canteiros para produção de mudas para um hectare. Os rizomas são cobertos com camada fina de terra e regados. Em alguns dias começam a brotar e trinta a quarenta dias depois do plantio as mudas atingem de 10 a 15 cm e devem ser transplantadas. Os rizomas que tiverem mais de uma gema desenvolvida devem ser subdivididos, originando mais de uma muda. Para plantar um hectare de mudas, são necessários 100 kg de rizoma (no plantio direto no campo são necessários 280 a 320 kg/ha). Os rizomas devem ser semeados nos canteiros entre julho e agosto e as mudas vão para o campo entre setembro e outubro, distribuídas em sulcos paralelos (espaçados de 60 a 80 cm).O espaçamento entre as mudas é de 30 a 40 cm. A cultura deve ser mantida limpa, livre de plantas invasoras.

Pragas e doenças
   As mentas podem ser atacadas por formigas, lagartas, vaquinhas e cigarrinhas. A principal doença é a ferrugem, causada pelo fungo Puccinea menthae Pers., que se localiza nas folhas, formando póstulas amarelas na parte inferior. Sua evolução causa grande prejuízo para a produção de óleo. Outra doença é a murcha, causada por fungos do solo que atacam as raízes e os rizomas, propiciando o surgimento de bolores brancos. Quando a infestação é grande,deve-se fazer rotação da cultura para outra área, cuidando para que os rizomas destinados à formação de mudas sejam retirados do solo livres de murcha.

Colheita
   Depois de três a quatro meses do plantio no campo, quando dois terços das plantas começarem a florir, inicia-se a colheita. Esse período deve durar quinze dias, pois a partir daí o florescimento entra em declínio, prejudicando o rendimento e a qualidade do óleo. Cortam-se as hastes a alguns centímetros do solo, com alfanjes ou ceifadeiras especiais. Convém fazer a colheita em dias ensolarados, para que as ramas sejam expostas ao sol durante algumas horas e percam parte da umidade. Não se deve amontoar a rama para que não ocorra fermentação. Dependendo das condições climáticas, a menta pode proporcionar três colheitas por ano e, se o solo for fértil, a produção pode prolongar-se por quatro a seis anos sem replantio. As colheitas anuais são feitas em dezembro-janeiro, abril-maio e agosto-setembro, respectivamente com produção de massa verde de 50, 35 e 15%. O óleo essencial é extraído por destilação a vapor de toda a parte aérea da planta, isto é, folhas,flores e ramos.

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