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Romã

    Qualificada como planta para ornamentar parques e jardins, a romãzeira (Punicagranatum L.) é muito mais do que isso. Além de produzir sementes comestíveis e refrescantes, tem propriedades medicinais. O pericarpo (o fruto menos as sementes) é adstringente, contém ácido gálico e grande quantidade de tanino. A, casca da raiz é tenífuga (vermífugo usado para expulsar a tênia); o chá obtido com o cozimento das folhas é empregado na medicina caseira para a lavagem dos olhos; e a casca antidisentérica da romã serve para gargarejos contra feridas da garganta, da boca e hemorragias bucais. Para os antigos egípcios, a romãzeira era o símbolo da ambição, por isso flores e folhas são encontradas nos sarcófagos daquela época. Originária da Pérsia (atual Irã) e regiões vizinhas, a romãzeira é conhecida no mundo inteiro. O arbusto chega a atingir de 2 a 5 m, ereto, muito ramoso, casca avermelhada nos ramos novos, ficando acinzentada nos ramos maiores e no tronco. O fruto é esférico do tamanho de um punho, com casca coriácea (que tem aconsistência parecida com a do couro), amarela ou averrnelhada, manchada de escuro, com muitas sementes angulosas; é polposo e de sabor levemente ácido. No Brasil a romãzeira, apesar de rara, é cultivada nas proximidades de Belém (PA),Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), nas serras nordestinas, na planície litorânea, nas serras e nos planaltos do Sudeste, do Sul e no Centro-Oeste. 

Plantio 
    A romãzeira é reproduzida por enxertia e mergulhia, mas o método mais usado é por semente. As covas são profundas e o espaçarnento mais utilizado varia de 5 x 5 m a 6 x 6 m. O plantio é feito a partir do mês de setembro. 

Adubação 
    Antes do plantio, as covas devem ser adubadas. A adubação mais indicada é o esterco de curral na base de 20 l por cova. Além disso, costuma-se usar também 100 g de fosfato de Araxá, 200 g de farinha de osso e 200 g de cinzas. 

Colheita 
    Neste processo não existe nenhum cuidado especial. As indicações de alguns fruticultores são de que as frutas devem ser colhidas antes do amadurecimento total (de vez) e armazenadas durante alguns dias. A colheita é feita de novembro em diante. A produção começano terceiro ano e continua por mais 15anos, com cerca de 30 frutos por planta. Não é uma cultura comercial. 

Composição nutricional por 100 g 
    67 calorias, 0.8 g de proteínas, 10 mg de cálcio, 34 mg de fósforo, 0,6 mg de ferro, 0,07 mg de vitamina B1,  0,03 mg de vitamina B2 e 8 mg de vitamina C.

Fotos

Pequi

    Árvore típica do cerrado, o pequizeiro (Caryocar brasiliense, Cambess.) é, dentre as espécies da região; a de maior valor econômico. Entretanto, apesar de sua importância, ainda não recebeu a atenção que merece, tanto que os pecuaristas do Centro-Oeste, em sua maioria, o consideram mais uma praga ou pelo menos uma planta prejudicial para as suas atividades,e cortam todos os pequizeiros de suas propriedades. A família do pequizeiro tem apenas dois gêneros: Caryocar e Anthodiscu. O gênero Caryocar abrange doze espécies, destacando-se o Caryocar brasiliense, o C. villosum, ou pequiá; o C. blobrum ou pequirana, que floresce do Amazonas à Bahia e no Brasil Central; o C. nuciferum das Guianas; e o C.amygdaliferum, da Colômbia e Peru. O Caryocar brasiliense ao contrário do C. Villosum, árvore frondosa da Amazônia, com 20 m de altura e diâmetro de 1  a5 m - tem porte mediano, embora seja uma das maiores árvores do cerrado: pode chegar a 10m de altura e produz frutos redondos, do tamanho de uma maçã, com casca esverdeada e um caroço espinhoso e tenro, cuja amêndoa se come crua ou assada; a polpa é branca e mole e também pode ser comida crua ou assada. Porém é preciso ter prática para comer o pequi, pois quem não sabe pode ficar com a boca cheia dos espinhos.
    O pequi, como é chamado o fruto, palavra indígena que significa "casca espinhenta", tem fundamental importância na alimentação das populações do interior dos Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e do Distrito Federal. A massa que recobre as sementes é amarela, pastosa, farinácea, oleaginosa e rica em vitaminas e proteínas. Além de fornecer óleo comestível, ele é usado como condimento no preparo do arroz e da carne. A polpa também é empregada na fabricação de licor de sabor agradável e de sabão caseiro. As amêndoas da semente fornecem óleo, usado para os mais variados fins, e a madeira é usada para a fabricação de móveis, caibros, dormentes, mourões e postes. Dela sai um pó muito urticante que provoca um prurido intolerável. Sua entre casca macerada produz tanino e uma tintura castanho-escura de ótima qualidade, utilizada no tingimento artesanal. 

Frutificação 
    O pequizeiro floresce de novembro a dezembro e frutifica de janeiro a abril. Em cerrados normalmente roçados para facilitar a pastagem do gado, observam-se exemplares pequenos -com 1 m altura - carregados de flores em épocas fora do período normal de floração. Sua produção varia muito. Em anos de muita chuva, produz pouco; nos de seca, a produção é maior. No sertão existe um ditado muito conhecido: "Ano de pequi, ano de crise". O que ocorre,dizem os nativos, é que as chuvas fortes derrubam as flores antes da fecundação.Os frutos geralmente têm uma semente, mas podem ter até quatro. Quando estão maduros, caem. E não adianta colhelos das árvores, pois, quando verdes, não têm sabor. Um pequizeiro produz em média 6.000 frutos.

Cultivo 
    São poucas as informações sobre o cultivo racional do pequizeiro. Sabe-se que sua produção é muito váriavel e que raramente se encontram plantas novas vegetando. Numa tentativa de esclarecer as dificuldades de perpetuação do pequi, o agrônomo sílvicutor da Universidade Rural do Rio de Janeiro, Ezechias Paulo Heringer, fez uma experiência com sementes. Apanhou um lote de quatrocentas sementes estratificadas (armazenadas em areia), colhidas no ano anterior, e outro de trezentas sementes, recém-colhidas, protegidas por seus invólucros, e os semeou no solo de cerrado durante o mês de janeiro. Suas conclusões foram as seguintes: as sementes estratificadas brotaram mais rapidamente; apesar de germinarem muito bem, as plantas começaram a morrer logo que acabaram as chuvas,exigindo irrigação artificial; as sementes estratificadas que não germinaram até o final das chuvas, só foram germinar na estação chuvosa seguinte; sob proteção florestal, as plantas que venceram o primeiro e o segundo ano tiveram crescimento excelente, em comparação complantas de cerrado quado semeadas. Para Heringer, o pequizeiro é árvore que pode ser cultivada com facilidade, desde que não falte água no início de sua existência. E recomenda alguns cuidados com relação à  colheita: as sementes devem ser despojadas de seus invólucros e guardadas em caixas de areia seca e em lugar seco, porque, deixadas no campo, podem ser atacadas por cupim, formigas ou outros insetos. 

Utilização 
   Do pequizeiro praticamente se aproveita tudo. As sementes são cozidas com arroz. A polpa amarela comestível pode ser separada:la semente por meio de fervura e aproveitada para diversos fins. Costuma-se diluí-la no óleo para frituras como condimento, ou no leite aquecido com cravo, canela e açúcar. É utilizada também na fermentação para obtenção de licores e sabão pela mistura com soda cáustica ou decoada. Decoada é um filtrado que se obtém com cinza de tingui (Magonia pubescens), de "mulher-pobre" (Dillodendron binatum) ou angico(Piptadenia falcata). A cinza é misturada com água e socada dentro de um balaio em forma de funil. O balaio fica dependurado com uma vasilha em baixo. O produto recolhido na vasilha é a decoada,que se junta à massa amarela e é fervida até o ponto de sabão. As flores são apreciadas pelos veados campeiro e mateiro e pelas pacas, e os caçadores costumam usar o pequizeiro como ponto de espera (ceva); o chá das folhas serve de bom medicamento para regularizar o fluxo menstrual; e , pólen das flores é um grande produtor de energia.
    A madeira é usada para esteios de curral e mourões, por ser uma da: poucas espécies brasileiras que resistem à poluição produzida pelos detritos dos currais. O óleo extraído do pequi, misturado com algum composto de cálcio, como o glicerofosfato ou latofosfato,pode ser aplicado como excelente recalcificante par: os casos de raquitismo e pré-tuberculose pulmonar. Era usado nos anos 40 no preparo de produtos medicinais, como a Emulsão de Pequi e o Pequiodeo, utilizados no tratamento de todas as doenças do aparelho respiratório e definhamento orgânico. É usado ainda como restaurador das energias e tônico,mesmo puro, ingerido na dose de uma colher de café, duas ou três vezes ao dia, nas principais refeições. Serve também como bálsamo para os asmáticos. Os animais também gostam de se alimentar com pequi. Os bovinos quebram. os frutos como casco e comem a parte interna do fruto,protegendo-se contra os espinhos (mas registram-se casos de morte de animais, por comerem as sementes espinhosas). Eles são os responsáveis pela disseminação da semente, e conseqüentemente, pela propagação da espécie. O leite do gado leitero que come pequi tem cheiro característico do fruto e coloração amarela, fazendo supor que, no preparo da manteiga, foi usado corante artificial. 

Propriedades do Pequi
O Pequi (100 g) possui cerca de 200.000 U.I. (unidade internacional) de vitamina A, equivalente a120.000 mmg. É o fruto mais rico nessa vitamina até hoje analisado. Em seguida vem o dendê, com 101 656 U.I., e a pupunha, com 14800 U.I  

Composição nutricional por 100 g 
Além da vitamina A, o fruto maduro contém: 89 calorias, 14 mg de cálcio, 10 mg de fósforo, 1,39 mg de ferro, 0,241 mg de cobre, 0,3mg de vitamina B1,   0,46 mg de vitamina B2 e 12,09 mg de vitamina C.

Fotos

Pimenta-da-Jamaica

    A Pimenteira-da-jamaica (Pimenta officinalis Lindl.) é uma árvore com até 10 metros de altura, pertencente à família das mirtáceas e originária da América Central (Jamaica e Cuba) e do México. Tem a casca do tronco lisa, acinzentada e fortemente aromática. O fruto verde, especiaria chamada pimenta-da-jamaica, é pequeno, arredondado e tem duas sementes. O sabor lembra uma mistura de cravo, canela e pimenta-do-reino.


Clima e solo 
    Clima tropical, tempera-tura média ideal em tomo de 27°C, precipitação pluviométrica acima de 1.300 mm anuais bem distribuídos, sem estação seca prolongada, umidade relativa em tomo de 80%, muita insolação, ventos moderados. Dar preferência a solos planos ou com elevações pequenas e declives suaves, férteis, bem drenados, com abundância de matéria orgânica.

Plantio 
    Por mudas ou sementes que devem ser formadas em viveiros para posterior transplante. O viveiro é contruído com caibros de madeira ou material similar encontrado na propriedade medindo cerca de 2,50 m de altura e enterrado 0,50 m no solo, a uma distância de 3,00 m entre um e outro. A cobertura é de folhas de palmeira, sustentada por varões de madeira. Colocam-se folhas de palmeira também nas laterais para proteger do vento. Em cada metro quadrado colocam-se de quarenta a cinquenta mudas, com espaço entre os blocos de mudas para movimentação dos trabalhadores e também para permitir o espaçamento adequado para as plantas se desenvolverem. A formação de mudas deve ocorrer dez a onze meses antes do plantio, escolhendo-se como árvore matriz aquela que tenha alta produção, frutos grandes com maturação uniforme e sem pragas ou doenças. A semeadura é feita em canteiros de areia ou terra leve, que serão cobertos de palha para proteção contra os raios solares. Após dez dias ocorre a germinação. Quando surgir o primeiro par de folhas, a muda é selecionada e repicada para saco de polietileno preto, com 20 cm de altura, 10 cm de base e orifícios no fundo. O terriço, no saco, deve ser leve e rico em matéria orgânica. Os sacos são arrumados no viveiro onde as mudas serão regadas. O plantio definitivo deve ser no período chuvoso. As covas devem ser abertas nas dimensões de 0,40 x 0,40 x 0,40 m, cerca de trinta dias antes do plantio. O espaçamento é de 6 x 6 m com 277 plantas por hectare. A muda é colocada no centro da cova. Retira-se então o saco de polietileno e enche-se a cova com terriço, fazendo pressão para fixação da muda. Em seguida, cuida-se da proteção contra o sol com palha, ou sombreamento provisório com plantio de banana, mandioca, guandu e mamão. Recomendam-se, duas a três capinas e quatro a seis coroamentos anuais; há quem pode a gema terminal, no segundo ano para aumentar a copa, reduzindo a altura da planta. Alguns produtores têm obtido bom resultado com adubação de farinha de ossos na base de 200g por cova.

Colheita 
    Inicia-se após quatro ou cinco anos. Os frutos são colhidos ainda verdes e dessecados ao sol. Se amadurecerem, perdem o valor. O rendimento é de cerca de 1.200 kg/ha.

Usos 
    A pimenta-da-jamaica seca e moída é utilizada em culinária, na panificação e na conservação de alimentos. As folhas são usadas para aromatizar bebidas e seu óleo essencial em perfumaria e indústria farmacêutica. Os frutos e as sementes têm propriedades estimulantes.

Fotos

Salsa

    A salsa ou salsinha (Petroselinum sativum L.), é uma planta herbácea da famíliadas umbelíferas, originária do sul da Europa, Oriente Médio e norte da África. A salsa pode atingir até 80 cm de altura e é bianual(desenvolve-se vegetativamente no primeiro ano e gera flores esbranquiçadas no segundo). Tem folhas triangulares e franjadas. 

Clima e solo 
    Subtropical, com temperaturas entre 8 e 22°C. Prefere solos areno-argilosos e orgânicos bem drenados, com pH entre 6,0 e 6,5. No entanto, por ser uma planta rústica, vegeta bem em vários tipos de terreno.     

Plantio 
    Por meio de sementes, é feito durante todo o ano, de preferência entre abril ejunho. A semeadura é feita no local definitivo, em sulcos distanciados em 30 cm e com 1 centímetro de profundidade, sendo necessários de 1 a 2 gramas de sementes por metro quadrado de canteiro (cada grama contém cerca de 700 sementes). Quando as plantas estiverem com mais ou menos 5 cm de altura, é feita a raleação, deixando no local as mais vigorosas, num espaçarnento de 10 a 15 cm. 

Colheita 
     Inicia-se geralmente 60 dias após a semeadura, cortando-se as hastes com folhas mais desenvolvidas ou se arrancando as plantas com raízes. O rendimento depende do número de sementes plantadas e de seu poder germinativo. As folhas e as raízes são normalmente consumidas frescas, mas também podem ser dessecadas. As sementes são colhidas quando maduras, antes que caiam ao chão, e são dessecadas ao sol. 

Usos 
    As folhas frescas da salsa são muito utilizadas como condimento no preparo de carnes, molhos, sopas (raízes) e outros alimentos. No mercado, é comum encontrá-la junto com a cebolinha-verde, em maços conhecidos como "cheiro-verde". A Salsa tem propriedades diuréticas, anti-hemorrégicas,antianêmicas, antigalactagogas (suprime a secreção de leite), antiescorbúticas, anti-reumáticas, carminativas (combate os gases intestinais) e é utilizada no tratamento de problemas pulmonares e de pele, de Acne, edemas, abscessos, picadas de insetos (folhas aplicadas diretamente na pele), além de combater inflamações nos olhos, menstruações dolorosas (as sementes) e problemas digestivos. As sementes contêm uma substância chamada apiol que as torna tóxicas quando consumidas em grande quantidade. A salsa é venenosa para os papagaios. 

Composição nutricional  por 100g
     43 calorias, 3,2 g de proteínas, 195 mg de cálcio, 52 mg de fósforo, 3,1 mg de ferro, 607 mmg de vitamina A, 0,12 mg de vitamina B1, 0,24 mg de vitamina B2 e 146 mg de vitamina C.

Fotos

Imagens: Autor do post

Orégano

   O orégano (Origanum vulgare L.) é uma planta herbácea da família das labiadas. E encontrada em forma nativa na Europa, sul da União Soviética; México e em certas regiões da América do Sul (no Brasil só é cultivada). Varia de 25 a 80 cm de altura, tem caule ereto e quadrangular. As folhas são ovais, pontiagudas, verde-escuras ou levemente acinzentadas, com a face inferior coberta de pêlos finos e curtos. As flores são avermelhadas e agrupam-se em tufos nas extremidades dos ramos superiores. No Brasil, existem regiões onde o orégano vive vários anos, mas não produz flores, devido às condições climáticas. A planta toda emana um forte aroma característico e intenso. 

Clima e solo 
Oregano, Origanum vulgare   O orégano prefere clima temperado, não tolera temperaturas muito altas ou muito baixas e nem geadas. Os solos devem ser bem férteis, de natureza calcaria, permeáveis e devem receber muita luz solar. 

Plantio 
   Por divisão de touceiras, estaquia e sementes. O plantio de estacas e touceiras divididas ocorre no outono, num espaçamento de 50 x 30 cm. O meio de propagação mais utilizado é por sementes no local definitivo. A semeadura é feita na primavera, em sulcos com 1cm de profundidade. Quando as plantas atingirem de 10 a 15 cm de altura, efetua-se um desbaste, deixando-as distanciadas em 20 a 30 cm uma das outras. 

Colheitas 
   Se a planta der flor e se esse for o objetivo da colheita, a época de corte será quando as flores desabrocharem. Se a planta não produzir flores, inicia-se a colheita das folhas e dos ramos no fim do verão ou começo do outono. Nunca se faz o corte rente ao solo e sim no segundo conjunto de folhas. A colheita das flores e das folhas deve começar pela manhã, logo após a secagem do orvalho. A dessecação é feita à sombra ou em secadores. O produto. ao ser comercializado, não deve conter hastes ou outras impurezas. 

Usos 
   As folhas e as flores dessecadas do orégano são muito utilizadas como tempero aromatizante em alimentos. O orégano tem propriedades estimulantes, expectorantes e diuréticas mais acentuadas no óleo das flores.

Fotos
Orégano
O orégano é a mais aromática das plantas utilizadas como condimento

Noz-moscada

   A moscadeira (Myristica fragrans Hoult.) é uma árvore com cerca de 10 m de altura, originária da Indonésia. Pertence à família das miristicáceas. Seu fruto contém uma semente, a noz-moscada, coberta por uma casca vermelho-brilhante chamada macis, também de valor comercial. 

Clima e solo 
   Tropical, com temperatura média de 21°C e chuvas de 1300mm/ano. A moscadeira não tolera secas prolongadas, água estagnada, nem ventos fortes, pois suas raízes são muito superficiais. Prefere os solos bem drenados, com alto teor de matéria orgânica. 

Plantio 
Noz-moscada, Myristica fragrans Hoult   Principalmente por meio de sementes, plantadas imediatamente depois de colhidas, em saquinhos com 30 cm de altura e , diâmetro de 10 a 15 cm, contendo uma mistura de duas partes de terra e uma de esterco bem curtido até a altura de 25 cm. Completa-se o restante com serragem, onde deve ser posta a semente para germinar. A moscadeira é uma planta dióica (existem plantas do sexo masculino e feminino) e por isso, para frutificar, precisa de umá planta masculina para cada dez femininas. Só se sabe o sexo na primeira florada, no quarto ou quinto ano depois do plantio (as flores masculinas reúnem-se em hastes e a femininas são solitárias). Plantam-se as mudas num espaçamento de 6 x 6 m (mais adensada que o ideal) e após o primeiro florescimento, retira-se o excesso de plantas masculinas. O espaçamento recomendado para um bom desenvolvimento das plantas é de 9 x 10 m. O plantio é feito entre outubro e abril. No primeiro ano, a moscadeira precisa de um pouco de sombra, para evitar a queima das folhas. 

Colheita 
   A primeira produção se dá quatro ou cinco anos depois do plantio. Os frutos maduros abrem, deixando aparecer as nozes. Normalmente, depois de 24 horas, eles caem da árvore. A colheita é feita com frutos abertos, antes que caiam. Depois da colheita as nozes são separadas do resto do fruto e colocadas para secar em local sombreado. Secas, devem ser tratadas com cal, para evitar o ataque de insetos e fungos. O macis deve ser prensado ainda úmido, para melhor acondicionamento. A produção é de 800 kg/ha de nozes e 35 kg/ha de macis seco. O crescimento da moscadeira completa-se por volta de vinte anos, e a árvore produz por mais de quarenta anos. Pode ser associada com culturas intercalares, como a banana, abacaxi, milho, arroz, baunilha, maracujá ou pimenta-do-reino. 



Usos  
   Como aromático, na culinária ena fabricação de licores. Seu uso mais amplo ocorre na indústria: o óleo essencial é empregado em perfumaria, na produção de pasta dental e produtos farmacêuticos. Como medicamento, a noz-moscada tem propriedades digestivas e estimulantes.
Fotos
Noz-moscada

Arvore de Noz moscada

Mil-folhas

   A mil-folhas (Achillea millefolium L.) também é conhecida como aquilea, mil-em-rama, milefólio e erva-de-carpinteiro. É uma planta herbácea, perene, pertencente a família das compostas. Tem folhas longas, estreitas e subdivididas em vários segmentos. As pequenas flores brancas ou rosadas crescem em cachos. A mil-folhas é encontrada em forma nativa na Europa, América do Norte, sul da Austrália e norte da Asia. 

Clima e solo 
   É uma planta típica de clima subtropical. Necessita de luz e calor para produzir suas folhas e principalmente o óleo essencial das flores. Adapta-se ao clima árido, onde haja pouca chuva, não tolerando excesso de umidade. Desenvolve-se bem em praticamente todos os tipos de solo, desde que bem permeáveis e drenados. 

Plantio  
Mil folhas, Achillea millefolium   A propagação se dá por divisão de rizomas ou por sementes (em sementeiras ou no local definitivo). É plantada no outono ou na primavera, com espaçamento de 70 cm a 1 m entre as fileiras e 40 cm entre cada planta na linha.Colheita - As folhas são colhidas antes da formação das flores, por volta dos seis meses após o plantio. Se o interesse for pelas flores, inicia-se a colheita assim que elas começarem a se abrir. No primeiro ano a produção chega a 5500 kg de planta fresca. No segundo, pode atingir 10000 kg e, no máximo, 12500 kg no terceiro. A partir daí a planta entra em declínio. 

 Utilidade 
    Há muitos séculos a mil-folhas vem sendo usada como planta medicinal, no tratamento de feridas e de hemorragias. As folhas e as flores são utilizadas em forma de chá como cicatrizante,estimulante do apetite, tônico, vermífugo, anti-hemorroidal, antiespasmódico, emenagogo, além de servir para baixar a febre e combater os distúrbios circulatórios e digestivos.

Fotos
Mil folhas
Flores Mil folhas

Mentas - Menta, Hortelã, e Poejo

   A menta é um gênero da família das labiadas, que compreende diversas espécies, variedades e híbridos. São plantas herbáceas, rizomatosas (caules subterrâneos) que emitem hastes quadrangulares de coloração verde ou arroxeada. As folhas são ovais, de bordo serrilhado ricas em glândulas oleíferas e de aroma característico. A menta é originária da Europa. Dentre as espécies que têm valor comercial e medicinal, destacam-se:

• Menta arvenis L, conhecida como  hortelã-pimenta: suas flores localizam-se entre as folhas superiores e as hastes, ficando separadas uma das outras. E a espécie de maior importância econômica. Existem variedades melhoradas da hortelã-pimenta no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), como a IAC-701, cultivada no Paraná, Paraguai e Bolívia: O óleo essencial desta espécie caracteriza-se pelo alto teor em levo-mentol (65 a 75%). O mentol natural é utilizado em produtos farmacêuticos e o óleo desmentolado, em produtos alimentícios, balas, gomas de mascar, bebidas etc. 

Menta arvenis L
 • Mentha spicata L, conhecida como hortelã-comum: têm as flores reunidas em hastes em forma de espiga. Seu óleo, com alto teor de carvona, é empregado principalmente na fabricação de pastas dentifrícias. A produção brasileira de óleo de Mentha spicata é reduzida, e para suprir a indústria é necessário importar.
Mentha spicata L
 
• Mentha piperita L, ou simplesmente hortelã: suas flores se agrupam na parte mais alta da planta, formando um único "tufo." Produz óleo essencial (com aproximadamente 50% de mental). com aroma característico, utilizado na produção de balas, gomas de mascar, licores etc. Na região Sul, onde os dias são mais longos a planta adquire estrutura ereta, com até 1m de altura, folhas grandes e florescimento abundante. Mas a partir do Estado de São Paulo, no resto do país, ela não completa o ciclo vegetativo, permanecendo rastejante, com folhas pequenas e as pontas das hastes voltadas para o solo.
Mentha piperita L

 • Mentha crispa L, conhecida como hortelã-das-hortas: suas flores reúnem-se em forma de espiga e suas folhas são usadas no preparo de um chá (infusão) que "tem propriedade digestiva. calmante, tônica, antisséptica e antiespasmódica, além de combater a prisão-de-ventre, cálculos biliares, catarros e a icterícia. Contém óleo essencial anti-helmíntico, composto de carvona. Não tem emprego industrial.
Mentha crispa L

• Mentha pulegium L, ou poejo: suas flores se agrupam em tufos. Tem folhas pequenas, com até 1,5 cm de comprimento. A infusão dos ramos tem efeito carminativo (elimina gases intestinais), expectorante, vermífugo, antiespasmódico e antiséptico. Pode ser usada como condimento, em sucos e saladas de frutas de verduras. O poejo não tem produção comercial no Brasil. O óleo essencial é tóxico e tem como componente principal apulegona.
Mentha pulegium L

Clima e solo
   As mentas são plantas rústicas de clima temperado. As espécies arvensis e spicara adaptam-se bem ao clima subtropical, com boa iluminação solar e chuvas de  1300 a 2000 mm, bem distribuídas durante o ano. Suportam altas temperaturas, desde que contem com suprimentos de água no solo. A planta resiste bem a temperaturas próximas a 0ºC. Ventos fortes constantes e geadas podem prejudicar a cultura. Prefere solos arenosos, frescos, férteis, bem drenados, ricos em matéria orgânica e com boa topografia. No Paraná é utilizada a terra roxa ou mista, dando à menta uma vida útil de quatro anos, geralmente com três cortes por safra. A adubação orgânica deve ser  empregada e a adubação mineral precisa ser formulada de acordo com a análise do solo.

Plantio
   É feito através de rizomas obtidos de plantas adultas, que podem ser plantados diretamente no campo ou em viveiros para. a formação de mudas. O plantio por mudas é o mais usado no Brasil. Preparam-se os canteiros e deitam-se os rizomas previamente selecionados, com duas ou três gemas cada um, em fileiras contínuas, com pequenos sulcos distanciados de 5 a 10 cm. São necessários 100 m2 de canteiros para produção de mudas para um hectare. Os rizomas são cobertos com camada fina de terra e regados. Em alguns dias começam a brotar e trinta a quarenta dias depois do plantio as mudas atingem de 10 a 15 cm e devem ser transplantadas. Os rizomas que tiverem mais de uma gema desenvolvida devem ser subdivididos, originando mais de uma muda. Para plantar um hectare de mudas, são necessários 100 kg de rizoma (no plantio direto no campo são necessários 280 a 320 kg/ha). Os rizomas devem ser semeados nos canteiros entre julho e agosto e as mudas vão para o campo entre setembro e outubro, distribuídas em sulcos paralelos (espaçados de 60 a 80 cm).O espaçamento entre as mudas é de 30 a 40 cm. A cultura deve ser mantida limpa, livre de plantas invasoras.

Pragas e doenças
   As mentas podem ser atacadas por formigas, lagartas, vaquinhas e cigarrinhas. A principal doença é a ferrugem, causada pelo fungo Puccinea menthae Pers., que se localiza nas folhas, formando póstulas amarelas na parte inferior. Sua evolução causa grande prejuízo para a produção de óleo. Outra doença é a murcha, causada por fungos do solo que atacam as raízes e os rizomas, propiciando o surgimento de bolores brancos. Quando a infestação é grande,deve-se fazer rotação da cultura para outra área, cuidando para que os rizomas destinados à formação de mudas sejam retirados do solo livres de murcha.

Colheita
   Depois de três a quatro meses do plantio no campo, quando dois terços das plantas começarem a florir, inicia-se a colheita. Esse período deve durar quinze dias, pois a partir daí o florescimento entra em declínio, prejudicando o rendimento e a qualidade do óleo. Cortam-se as hastes a alguns centímetros do solo, com alfanjes ou ceifadeiras especiais. Convém fazer a colheita em dias ensolarados, para que as ramas sejam expostas ao sol durante algumas horas e percam parte da umidade. Não se deve amontoar a rama para que não ocorra fermentação. Dependendo das condições climáticas, a menta pode proporcionar três colheitas por ano e, se o solo for fértil, a produção pode prolongar-se por quatro a seis anos sem replantio. As colheitas anuais são feitas em dezembro-janeiro, abril-maio e agosto-setembro, respectivamente com produção de massa verde de 50, 35 e 15%. O óleo essencial é extraído por destilação a vapor de toda a parte aérea da planta, isto é, folhas,flores e ramos.

Fotos

Melissa

   A melissa (Melissa officinalis L.) também é conhecida como erva-cidreira verdadeira, limonete ou citronela maior. É uma planta herbácea da família das labiadas, originária do sul da Europa, América do Norte e Asia. Tem caule ramificado desde a base e chega a 1m de altura. As folhas, de 5 a 8 cm de comprimento, são ovais e opostas. Exalam um forte cheiro de limão, quando esmagadas entre os dedos. As pequenas flores que aparecem entre o caule a as folhas são inicialmente brancas ou amareladas. Posteriormente se tornam rosadas ou manchadas de rosa. A melissa pode chegar aos 10 anos de vida. Em escala comercial recomenda-se sua renovação a cada quatro ou cinco anos. 

Clima e solo 
Melissa officinalis   Prefere climas temperados, onde a temperatura se mantenha em tomo dos 20ºC durante todo o ano. Não suporta invernos rigorosos, e é muito sensível a geadas. Necessita receber muita luz solar (para que seu aroma permaneça forte), mas sem calor excessivo. Aceita bem locais sombreados durante parte do dia. Prefere solos ricos em matéria orgânica e levemente úmidos, próximos a bosques, riachos e rios. Solos fora dessas caracteristicas tomam as folhas amareladas e pouco aromáticas. 

Plantio 
   Feito por meio de sementes, divisão de touceiras e por estaquia. A semeadura é feita em viveiros próxima à superfície do terreno. Em regiões de clima frio planta-se na primavera ou no início do verão desde que as temperaturas não sejam muito elevadas. Em regiões sem invernos rigorosos, isso é feito no outono. O poder de germinação das sementes dura três anos ou mais. As mudas são transplantadas quando atingirem 10 cm de altura. Se houver adensamento de mudas, será preciso repicar para um espaçamento maior 5 x 5, 6 x 60 ou 10 x 10cm,conforme a planta). Posteriormente transplanta-se para o local definitivo, num espaçamento de 60 x 60 cm entre as linhas e entre as plantas. A divisão de touceiras é feita com o rizoma (caule subterrâneo) e é geralmente realizada no outono ou na primavera. Depois de alguns cortes a planta começa a definhar e entra em decadência. Nesse momento deve-se refazer a cultura. 

Colheita  
   As folhas são colhidas alguns dias antes da floração ou quando se perceber a formação dos órgãos florais. Isso evita que o óleo essencial e outras substâncias contidas nas folhas se transfiram para as flores. Podem ser cortados os ramos ou todo o caule, a 8 ou 10 cm do solo. Se o objetivo da colheita for as flores, estas devem ser cortadas no início da floração. Dias claros e secos, após a evaporação do orvalho, são ideais para a colheita. Logo em seguida é feita a secagem, ao solou no secador. 

Produção 
   De 10 a 15 t/ha de caules e folhas verdes. A produção de folhas já dessecadas gira em tomo de 1800 kg/ha. 

Usos 
   Planta medicinal utilizada em todo o mundo no combate a doenças nervosas, má digestão, dores de cabeça e mau-hálito, serve também como antiespasmódico, antinevrálgico  e no tratamento de feridas. E empregada em perfumaria, na fabricação de água-de-melissa. Os apicultores a utilizam para atrair enxames de abelhas. Para isso, basta friccionar suas folhas dentro das colméias vazias.

Fotos
Plantio de MelissaMelissa

Manjerona

   A manjerona (Origanum majorana L.), também chamada de manjerona-doce e de manjerona-verdadeira é uma planta herbácea da familía das labiadas. É originária do nordeste da Africa e do Oriente Médio até a Índia, na Ásia. Sua altura varia de 30 a 60 cm. Cresce em forma de touceiras, com várias hastes frágeis cobertas de pêlos. As folhas são pequenas, com até 2 cm de comprimento, verde-azuladas na parte superior e aveludadas na inferior. As flores, se aglomeram em espigas e têm pétalas brancas. A manjerona não deve ser confundida com outras plantas semelhantes que recebem o mesmo nome vulgar, e ainda com orégano e o manjericão.

 Clima e solo  
Majerona, Origanum majorana   A manjerona é uma planta de clima tropical, quente e úmido, não tolera temperaturas abaixo de 10ºC. Produz melhor em solos arenosos ou areno-argilosos, ricos em matéria orgânica decomposta e com boa drenagem. A planta exige boa exposição solar e pH neutro ou alcalino. 

Plantio 
   Feito por sementes ou estaquia. Toma-se mais produtivo semear em sementeiras para posterior transplante ao local definitivo. Para 1 hectare são necessários no mínimo 145 m2 de sementeira. As plantas são transplantadas quando puderem ser manuseadas sem danos. O espaçamento entre linhas é de 30 a 40 cm e entre as plantas e 20 cm. As estacas devem ser retiradas dos ramos da planta-mãe e enterradas em dois terços do comprimento, no local definitivo. A melhor época para plantio da manjerona é a primavera. Em regiões tropicais de temperaturas elevadas, o plantio pode ser realizado no inverno. 

Colheita 
    As folhas são colhidas antes que se formem as flores. A floração da manjerona não ocorre de uma só vez em todas as plantas, por isso colhem-se as flores quando elas estiverem totalmente abertas. Em qualquer dos casos, a parte aérea da planta é cortada acima dos 10 cm do solo para que rebrote. Em boas condições de clima e solo é possível até três colheitas por ano, durante dois ou três anos. As folhas e flores são dessecadas à sombra, em locais ventilados. No primeiro ano a produção chega a 600 kg/ha de folha secas. Do segundo em diante, obtêm-se mais de 1200 kg. 

Usos  
   As folhas e as flores são usadas como condimento, e o óleo essencial, extraído das plantas  floridas, é utilizado como aromatizante pelas indústrias de bebidas e alimentos. A planta é usada como antiespasmódica, tônica e no combate a problemas estomacais e resfriados. 

Fotos
Manjerona
Carnes, bebidas, sopas em pó e assados são aromatizados pelas substâncias extraídas da manjerona.
Manjerona

Manjericão

   O manjericão é uma planta da família das labiadas, que só do gênero Ocimum tem cerca de 60 espécies diferentes. A que apresenta a melhor qualidade em óleo essencial e aroma é o Ocimum basilicum L., do tipo europeu, também chamada de manjericão-doce. No Brasil essa espécie não deve ser confundida com outras, também conhecidas como manjericão ou alfavaca. As confusões e dificuldade na identificação de cada espécie são devidas à ocorrência de polinizaçóes cruzadas entre espécies ou variedades diferentes, provocadas principalmente pela ação das abelhas. Isso gera hibridações, cujas descendências apresentam formas diferentes ou linhagens instáveis. O produtor de manjericão deve estar atento a esse problema e cultivar somente uma variedade, destruindo as plantas diferentes que apareçam no meio da cultura. O manjericão doce é originário da Ásia (Índia) e África (Egito). No Brasil, a planta é perene e chega até 50 cm de altura. 
manjericão

Clima e solo  
    Prefere clima ameno, quente e úmido. Não tolera temperaturas baixas e nem geadas. O manjericão prefere solos relativamente soltos, férteis, permeáveis, frescos e ricos em matéria orgânica decomposta. Devem ser evitados os solos duros e com crostas na superfície. 

Plantio 
   O manjericão se propaga por meio de sementes, em sementeiras ou no local do plantio definitivo. As mudas originárias das sementeiras são transplantadas quando atingirem de 10 a 15 cm de altura ou tiverem um mínimo de cinco ou seis folhas. O espaçamento recomendado é de 60 cm entre as linhas e 30 cm entre as plantas. A época de plantio depende do clima da região. Semeia-se na primavera quando se tem certeza de que a temperatura não descerá abaixo dos 15°C, nos três meses seguintes. Em regiões tropicais quentes é possível semear no inverno, desde que as temperaturas não sejam inferiores a 18°C. As sementes são colocadas a 1 cm de profundidade no máximo, e cobertas com terra. Logo a seguir pressiona-se levemente o local. 

Colheita 
   Inicia-se quando a planta atinge o ponto máximo de desenvolvimento. O corte é feito a 15 cm da superfície do solo. Isso garantirá melhor rendimento na segunda colheita. Se as plantas não forem consumidas frescas (uma boa cultura proporciona de 1 a 1.5 kg de ramos e folhas frescas por touceiras), devem ser deixadas ao sol por 2 ou 3 horas, para secagem e posterior produção de óleo essencial. Qualquer que seja o uso que se fizer da planta, é necessário evitar o amontoamento e o umedecimento, para impedir a fermentação. 

Utilidades 
   As folhas frescas (com ou sem ramos) ou secas são utilizadas como condimento em vários pratos e molhos. Em forma de infusão é utilizada contra as gripes, resfriados, bronquites, mau-hálitos e gases intestinais.

Fotos:
Pé de manjericão
O majericão confere aos alimentos um aroma agradável e característico

Macela do campo

   A macela do campo, marcela ou paina (Achyrocline satureoides D.C) é uma plantada família das compostas, anual e nativa do Brasil. Cresce até 1,50 m de altura, tem caule cilíndrico com pequenos ramos ascendentes e folhas com até 12 cm de comprimento. As flores são amareladas, secas e fibrosas. Floresce no verão. É uma planta invasora dos campos desde Minas Gerais até a Argentina. Não tem cultivo comercial.

Utilidade
   A infusão das flores da macela do campo é usada como sudorífera e no combate a problemas digestivos. As flores secas têm um perfume agradável e característico e são muito utilizadas para enchimento de travesseiros, almofadas e mobílias.

Fotos
Macela do campo
Macela do campo
Macela

Louro

   O louro (Laurus nobilis L.) ou loureiro pertence a família das lauráceas e é originário do Oriente Médio, na Ásia. É uma planta que vegeta em forma de arbusto (2 a 4 metros) ou de árvore (até 15 metros). É perene, podendo viver até 70 anos. A casca do caule é lisa e parda. Tem folhas em forma de lanças, coriáceas (consistência similar ao couro), verde-escuras e brilhantes na parte superior e verde-claras e opacas na inferior, com 5 a 10 cm decomprimento. As flores são amarelas. Os frutos são bagas ovais que, quando maduras, tornam-se negras. Os gregos antigos associavam o louro ao deus Apoio e usavam as folhas da planta para coroar os seus guerreiros. Hoje, a coroa de louro é agraciada àqueles que se destacam em competições esportivas.

Clima e solo
Louro, Laurus nobilis   Prefere climas com temperaturas abaixo de 18°C durante todo o ano. No Brasil, em regiões subtropicais e a boa altitude, a cultura se desenvolve, mas raramente floresce e produz frutos.Os solos devem ser bem drenados, ricos em matéria orgânica, pelo menos mediamente férteis, abrigados de ventos fortes, geadas e receber luz solar.

Plantio
    É feito em setembro, por meio de sementes ou estacas. Em local definitivo as sementes são misturadas com terriço ou terra vegetal. As estacas cortadas dos ramos, com 25 cm de comprimento, são plantadas, sem que as folhas sejam cortadas, na mesma terra da planta-mãe. Em caso de plantio em área nova, as estacas são cortadas em janeiro ou fevereiro e plantadas provisoriamente num local fértil e úmido, transplantando-as em setembro ou outubro para o local definitivo. O espaçamento é determinado pelo porte da planta-mãe. Se for arbustiva, usa-se 3,50 x 3,50 metros. Em caso de planta arbórea, 7 x 7 ou 12 x 12 metros.

Colheita
   A cada dois anos, durante o final do verão ou no outono é feita uma colheita parcial das folhas, que são secadas à sombra. em local com boa circulação de ar, para que se conservem verdes e com o aroma inalterado.

Usos
   As folhas do louro sem os pecíolos (hastes que ligam as folhas ao caule), são usadas como tempero de alimentos. Têm propriedades antissépticas, estimulantes, sudoríferas, sedativas, além de combaterem a má-digestão e o reumatismo.

Fotos
 Louro, Laurus nobilis
Louro

Malva-medicinal

   A malva medicinal (Malva silvestris L.), também chamada de malva-selvagem ou malva-maior, pertencente à família das malváceas, é originária da Europa e América do Norte. E uma planta herbácea que pode ser perene, anual ou bienal e chega a 1 m de altura. Tem caule coberto de pêlos pequenos e macios. As folhas têm forma de coração, subdivididas em lóbulos serreadas nas bordas e com longos pecíolos (haste que liga a folha ao caule). As flores têm cinco pétalas separadas uma das outras, de cor rósea, raiadas de vermelho. Os frutos, quando maduros. não abrem espontaneamente. Freqüentemente essa malva é confundida com outras dos 40 gêneros e inúmeras espécies existentes com o mesmo nome vulgar. 

Clima e solo 
malva medicinal, Malva silvestris   Prefere climas temperadas e subtropicais, mas também próspera em climas mais quentes. Exige boa exposição solar. A malva vegeta melhor em solos soltos, férteis, permeáveis e ricos em matéria orgânica e nitrogênio. O pH do solo deve ser 6,0 a 6,5. Se a malva se comportar como perene, recomenda se renovar a cultura a cada quatro anos. 

Plantio 
   A malva se reproduz por sementes, divisão de touceiras e estacas. Usam-se seis a oito sementes por cova rasa e distâncias de 65 a 75 cm entre as filas e 50 cm entre as plantas na linha. Quando as plantas já tiverem se desenvolvido o suficiente, efetua-se um desbaste para deixar apenas uma planta por cova, que deverá ser mais vigorosa. A semeadura é feita na primavera, e a divisão de touceiras ou estacas no outono, desde que não ocorram temperaturas muito baixas e geadas na região cultivada, durante o inverno. 

Colheita 
Malva medicinal   As flores, folhas e raízes da malva são colhidas em dias secos, após o orvalho. As flores, quando estiverem prestes a abrir. Depois de secas elas se tornam azuis. As folhas também são colhidas durante a floração. As raízes precisam ser desenterradas no outono, lavadas e cortadas ao meio, no sentido do comprimento. A secagem da malva deve ser rápida para evitar a ação de enzimas, devido principalmente ao alto teor de umidade nas folhas e flores. Por esse motivo faz-se a secagem num secador ou estufa. As partes secas são conservadas em embalagens adequadas, ao abrigo da luz e do ar. 

Usos 
   As flores e as folhas da malva são usadas em infusão contra úlceras, tosses, inflamações das gengivas, garganta e dores de dente (bochechos e gargarejos), tem também propriedades sedativas, expectorantes, laxativas refrescantes, emolientes e protetoras das mucosas. Em veterinária é empregada como laxativo e em problemas gástricos.

Fotos
(você pode clicar nas fotos para ampliar)

Losna

    A losna (Artemísia absinthium L) éuma planta herbácea da família das compostas. Também conhecida como absinto, losna-maior, erva-dos-vermes, erva-santa ou alvina. É originária da Europa, Ásia e norte da África. Seu tamanho varia de 40 cm a 1m de altura. Possui folhas em forma de franjas arrendondadas, de cor cinza-esverdeada na parte superior e branco-prateada na parte inferior. As flores são amarelas e reúnem-se em pequenos cachos.

Clima e solo
Losna, Artemísia absinthium   Prefere climas temperados. Não suporta invernos rigorosos e geadas. Já foi comprovado que no Estado de São Paulo, a planta vegeta, mas não floresce. É possível que floresça no sul do país, mas seu cultivo não é usual. Aceita diversos tipos de solos, inclusive pedregosos, desde que permeáveis.

Plantio
   A propagação da losna é feita através de sementes, divisão de touceiras ou por estacas. As sementes devem ser importadas, devido à dificuldade da planta em florescer no Brasil. A semeação é feita em sementeira, na primavera. Depois da germinação, quando já existirem cinco folhas, faz-se o desbaste deixando as plantas distanciadas 5 cm uma das outras. Quando atingirem de 10 a 15 cm de altura, devem ser transplantadas para o local definitivo. O plantio por divisão de touceiras é feito na primavera ou no outono. Na propagação por estacas, recomenda-se o plantio na primavera. Espaçamento: 60 a 70 cm entre as linhas, por 30 a 40 cm entre as plantas.

Colheita 
   Depois de dois anos do plantio, quando as plantas estiverem bem enfolhadas, é feita a colheita, cortando-se toda a planta. A produção não pode ser exposta ao sol para se evitar assim a perda do aroma. Ela deve permanecer espalhada, num período de pré-secagem de 48 horas, em local bem ventilado e protegido da umidade, para depois passar pelo secador. A losna pode viver até 20 anos, porém a cultura comercial deve ser renovada a cada três ou cinco anos, para manter a qualidade e o nível de produção (cerca de 1500 kg/ha de folhas secas). 

Usos 
   A infusão de flores e folhas de losna (em diminutas doses) contém propriedades digestivas, vermífugas, estimulantes, tônicas e emenagogas (que faz vira menstruação). Pode ser utilizada na fabricação de licores e vermutes amargos. O sumo da losna é tóxico. 

Fotos:
Losna
Apesar de usada pela industria de bebídas o sumo da losna é toxico, e deve-se ter muito cuidado no preparo de infusões caseiras
Flores de losna
Flores de losna
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