A amendoeira (Amygdalus communis L.), originária da Ásia Oriental, cresce espontaneamente no norte da África e na Grécia. No Brasil. para onde foi trazida pelos europeus, é cultivada principalmente no Rio Grande do Sul e nos planaltos de serras de Santa Catarina até Minas gerais e Rio de Janeiro. A árvore tem porte médio 6 a 12 m de altura e é da mesma família da pereira, da macieira, do pessegueiro e outras fruteiras de clima temperado (as rosáceas). Parece com a pereira, só que é mais alta e tem o tronco mais grosso, tortuoso e com cascas que desprendem à medida que a planta cresce. O fruto é alongado c de cor verde acinzentada. O que se come é a semente a amêndoa fresca ou seca, que é usada, entre outras coisas, para fazer bolos e doces.
Clima e solo
É uma planta originária de clima temperado. mas se dá muito bem,
adaptando-se em regiões subtropicais às mesmas condições climáticas necessárias
para os citros (laranja, limão, etc.). Perde as folhas no outono e floresce no
inverno, com temperaturas em torno de 10°C mas as flores secam e os frutos são
eliminados a temperaturas abaixo de 3°C, com temperaturas em torno de 15°C e sem
chuvas na época do florescimento, ela floresce e frutifica melhor. Adapta-se bem
a quase todos os tipos de solo, inclusive terras de baixa fertilidade, pedregosas,
secas e calcarias, mas é muito sensível à umidade não se dando bem em solos
compactos e úmidos.
Variedades
A amendoeira se modifica
conforme a idade, localidade, altitude e clima, e por isso é muito
difícil determinar suas variedades. Elas classificam-se em doces e amargas. E
as doces podem ser de casca fina ou grossa. As principais variedades europeias de casca fina são: princesa, dama e redonda. Entre as de casca grossa, há a
comum, a redonda e a rosa. A amarga mais encontrada chama-se comum-amarga. Há
variedades americanas desenvolvidas a partir de sementes europeias e africanas,
entre as quais a nonpareil, nonplus-ultra, texas e jordão. Como a amendoeira
não se auto poliniza, é preciso plantar variedades diferentes intercaladas e
preservar os insetos responsáveis pela polinização, não aplicando agrotóxicos.
Plantio
As covas, com distanciamento de 9 x 8 m, devem
medir 60 cm de comprimento, largura e
profundidade. Uns 40 a 60 dias antes do plantio faz-se adubação com esterco,
farinha de osso ou fosfato de rocha e cinzas. Cuidado com o transporte das
mudas para não ferir o caule ou as raízes, muito sensíveis à podridão. A multiplicação
é feita por sementes ou enxertia. Os portas-enxerto preferidos são as variedades
amargas de amendoeiras rústicas e vigorosas. Costuma-se também enxertar a amendoeira
sobre pessegueiro e abricoteiro. Existem duas formas de enxertia: por borbulha,
no período quente e chuvoso, ou por garfagem, na época do frio. As sementes são
semeadas entre 60 e 90 dias depois da
colheita. porque perdem o poder germinativo em pouco tempo.
Tratos culturais
Não se ressente muito da concorrência de invasoras, mas são aconselháveis
capinas dessas plantas. A reposição do nitrogênio, fósforo, potássio e zinco
consumidos pela amendoeira podem aumentar bastante o seu desenvolvimento e
frutificação. Durante os três primeiros anos é preciso fazer podas de formação;
depois disso, podas de frutificação. O espaço entre as plantas pode ser aproveitado,
nos primeiros anos, para o plantio de culturas anuais.
Pragas e doenças
Ver pessegueiro e pereira.
Colheita
A amêndoa amadurece do fim do verão ao começo do
outono. Os frutos caídos são coletados no mínimo uma vez por semana. É
importante não deixar que eles fiquem muito tempo em contato com o solo,
principalmente no período de chuvas, porque a umidade faz com as amêndoas
percam sua cor amarelo-palha e seu valor comercial. Em seguida, os frutos são
secados ao sol para que as amêndoas se soltem da casca, ficando prontas para o
consumo ou o armazenamento em local seco e ventilado, até o momento da
comercialização.
Composição por 100 g


