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Lichia

    A Lichia (Litchi chinensis Sonn) é uma planta de clima sub-tropical originaria do sul da China, o primeiro local de cultivo no Brasil foi a Fazenda São José, em Avaí, no interior do estado de São Paulo, por Bodo Niewerth. Alemão, veio ao Brasil em 1944 com o intuito de fugir da Segunda Guerra Mundial. Foi a pioneira em plantação da lichia comercial no Brasil. 

Clima
    Prefere climas subtropicais e úmidos, não resiste a geadas e nem períodos longos de secas.

Solo
Lichia (Litchi chinensis Sonn)    Prefere solos sílico argilosos, bem adubados e profundos, ácido e não calcárioso  A lichia reage bem a adubações orgânicas.

Plantio
    É desaconselhável o plantio por sementes pois  existe a possibilidade de uma perca de qualidade em relação a planta mãe e o tempo para inicio da produção é maior,  o ideal é fazer mudas por alporquia. Na alporquia  pega-se um galho sem rancar da planta mãe com espessura de aproximadamente 1 dedo,  faz um anel  tirando a casca superficial do galho em seguida cobre-se o local com musgo umedecido, envolve o local com um plastico e amarra-se com um barbante, com isso ocorre um enraizamento no local  cerca de 3 meses depois. Após corta-se o galho da planta mãe, tira o plastico e planta-se em um saquinho - 3 meses após pode ser plantada em local definitivo em covas com 45 cm de profundidade e espaçamento de 9 a 10x10 metros preferencialmente em dias chuvosos.

Alporquia
Alporquia
Podas
    Não se faz podas de formação, mas pode-se fazer podas de limpeza retirando os galhos secos e doentes.

Colheita
    A Lichia tem um período de floração de agosto a setembro e colhe-se de dezembro a janeiro.

Variedades
    As variedades mais comuns no Brasil são Bengal, Brewster que produz frutos e caroços grandes e Americana que produz frutos e caroços pequenos.

Produção
    A colheita comercial inicia-se a partir do quinto ano, algumas plantas chegam a produzir até 200 kg, entretanto  considera-se uma boa produção cerca de 50 kg por planta. O produtor recebe cerca de R$4,50 pelo Kg de lichia no interior de SP. Atualmente o estado de São Paulo é o maior produtor de lichia do  Brasil com cerca de 900 hectares plantados o que corresponde a 65% da produção nacional.

Usos
    A Lichia pode ser apreciada in-natura (Fresca) ou na forma de geleias, polpas, sorvetes e doces, é ainda utilizada na industria de cosméticos pois possui antioxidantes que aumenta a síntese do colágeno na pele.

Composição (Valor nutricional por 100g polpa)
    65 Calorias, 0,8 g proteínas, 0,2 g de fibras, 10 mg cálcio  29 mg de Potássio  0,3 mg de ferro, e 50 mg de vitamina C.  A lichia ainda é rica em Tiamina 0,50mg, Riboflavina 0,60mg, Niacina 0,6mg.

Fotos
Lichia

Arvore Lichia
Referências
CAVALLARI, L. L. Florescimento e Frutificação em lichieira. Jabuticabal, 2009. 56p. Dissertação (Mestrado em Agronomia) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, 2009).Disponível em: <http://www.fcav.unesp.br/download/pgtrabs/pv/m/3802.pdf >. Acesso atualizado em 04/04/2015

EMBRAPA. A Lichia. Brasília, 2009. Disponível em: <http://redeagroecologia.cnptia.embrapa.br/boletins/frutiferas/Lichia.pdf>. Acesso em: 16/10/2012

SEBRAE. Lichia: a nova estrela na fruticultura tropical. [S.I], [200-?]. Disponível em: <http://www.sebrae.com.br/setor/fruticultura/o-setor/frutas-de-g-a-z/lichia/lichia-a-nova- estrela-na-fruticultura-tropical/Informe_4454/integra_informe>. Acesso atualizado em 04/04/2015

Bacupari-mirim

Bacupari-mirim, Garcinia brasiliensis
    O Bacupari-mirim ou Bacupari-anão (Garcinia brasiliensis e Rheedia gardneriana) é uma fruta nativa do Brasil, Paraguay e Argentina, principalmente  nas regiões de floresta Amazônica e Mata Atlântica. A árvore do Bacupari-mirim pode chegar até 3 metros de altura,e produz frutos redondos, pequenos de casca fina e lisa de cor amarela ou laranja, o sabor dos frutos é bastante acido o que leva a ser chamado em  algumas regiões pelo nome de Limãozinho.

Clima e solo
    Adapta-se bem em quase todas as regiões do Brasil e adapta-se tanto a solos mais secos quanto àqueles que retenham mais umidade (os quais parece preferir).



Plantio e cultivo
    A propagação é feita por sementes, plantando em jacazinhos (Balainhos) ou em canteiros, podendo  inclusive ser plantada diretamente no solo em covas bem adubadas e férteis deixando o solo sempre úmido.
    Não são necessários cuidados especiais, por causa da rusticidade da planta. 
O Bacupari-mirim começa a produzir a partir do terceiro ano, sendo que na fase adulta quanto mais sol a planta receber mais adocicados são os frutos.

Usos 
    O Bacupari-mirim é utilizado no reflorestamento de áreas degradadas e na ornamentação de parques, sendo de grande atrativo para a fauna. 
Pode ser consumido in-natura (fresco), ou em forma geleias, licores e sorvetes.

Variedades
     Existe outras espécies de Bacupari sendo  a Rheedia brasiliensis a mais comum, ela produz frutos redondos com cerca de 3 cm de diâmetro e sabor bastante ácido podendo a árvore chegar a 15 metros de altura, está espécie é mais rara e é encontrada somente em florestas silvestres.


Estudos científicos
    Estudos realizados pela Universidade estadual de Campinas e pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba mostram que o Bacupari possui uma substancia chamada Epiclusianona (principalmente na casca) essa substancia pode ajudar na prevenção do câncer de ovário, próstata, rim, língua e pele (melanoma), entretanto os estudos são recentes e não pode-se afirmar se essa substância poderá se tornar um produto de combate ou de prevenção ao câncer pois ainda não se conhece exatamente seus mecanismos de ação.

Fotos

arvore de bacupari-mirim

Fruta do Bacupari (Nome científico: Rheedia gardneriana Planch)
Fruta do Bacupari (Nome científico: Rheedia gardneriana Planch), por Mauro Luiz Benedito em Panoramio
Referências:
CARVALHO, J.E.U.; NASCIMENTO, W.M.O.; MÜLLER, C.H. Sistemas alternativos para a formação de mudas de bacurizeiro (Platonia insignis Mart.). Belém: Embrapa Amazônia Oriental, 1999. 18p. (Embrapa Amazônia Oriental. Comunicado Técnico, 11).
Embrapa documentos 147, Viveiro e produção de mudas de algumas espécies arbóreas nativas do cerrado. ISSN 1517-5111, Outubro , 2005.

Mirtilo (Blueberry)

    O Mirtilo (Vaccinium myrtillus) também conhecido pelo nome Blueberry é uma planta nativa da América do norte e foi introduzida no Brasil pela Embrapa em 1983, é uma das frutas com maior crescimento de consumo no mundo.
    Apelidada de fruta da longevidade, possui substancias funcionais sendo os Polifenóis, as Antocianinas, e o acido elágico as principais. (Ver propriedades medicinais no final do artigo)
   O Brasil é um pais com grande potencial para o cultivo do Mirtilo, prometendo ser bastante rentável, o preço de quilo varia entre 8 e 20 reais. Como é uma cultura praticamente recém chegada no brasil o produtor deve estudar a cultura, para não ter prejuízos, pois o cultivo é pouco conhecido pelos técnicos.

Cultura exigente em água
    Deve se irrigar o mirtilo com cerca de 2 litros de agua por dia em cada planta. 
Mirtilo, Blueberry, Vaccinium myrtillus

Solo 
    Prefere solos acidos com pH entre 4,5 e 5,5.

Preparo da cova
    Abrir uma cova com medidas de 60cm x 60 cm x 60 cm, e misturar bastante matéria orgânica (5kg de adubo orgânico bem curtido) e cerca de 5 kg de serragem ou casca de pinus.
Mirtilo, Blueberry, Vaccinium myrtillus

Plantio 
    Quando as mudas atingirem 20 cm de altura, desbata-se deixando  de 2 a 4 hastes e pode ser fazer o plantio irrigando a planta para não desmontar o torrão de terra. Cobre-se o solo  ao redor da planta com casca de pinus ou palha com uma camada  de pelo menos 5 cm de altura.

Adubação do solo
    Depois de 30 dias depois do plantio vão começar a nascer novas brotações, então pode-se fazer adubação com  cerca de 30 gramas de sulfato de amônio em cada planta, repetindo  a aplicação a cada 4 meses somente no primeiro ano.Aproximadamente 30 dias após o plantio, a partir do inicio de novas brotações, pode-se adubar com 30 gramas de sulfato de amônio por planta, há uma distancia de 20 cm das hastes, repetindo 3 aplicações no primeiro ano. No final do outono aduba-se seguindo a mesma distancia de 20 cm das plantas, com adubo NPK, cerca de 50g por planta ou utilizar adubo orgânico 5 kg na superfície ao redor das plantas no lugar da adubação  química.

Produção e produtividade
O Mirtilo inicia a produção a partir de 12 meses, e começa a produzir plenamente no 5° ano, produzindo de 3 a 6 kg por planta

Tratos culturais
Deve-se arrancar as pragas manualmente, evitando o uso de enxadas pois as raízes do mirtilo são bastante superficiais.

Propriedades medicinais
    O Mirtilo é rico em varias substancias funcionais dentre os quais os Polifenóis, as Antocianinas, e o acido elágico são as principais. Essas substancias ajudam a evita o câncer, infartes, infecções de urina de laringe e de boca,  evita a formação de glaucomas, melhora a visão, além disso evita o envelhecimento precoce combatendo os  radicais livres, melhora a circulação sanguínea, é anti-inflamatória e ajuda reduzir a taxa de açúcar no sangue sendo indicada para diabéticos.

Composição nutricional por 100g
57 calorias, 0,7g de proteinas, 6mg de calcio, 0,28mg de ferro, 9,7mg de vitamina C, 0,57mg de vitamina E, 19,3mmg de vitamina K.

Fotos
Plantio de mirtilo
Plantio de mirtilo

Referências:
RASEIRA, M. do C. B; ANTUNES, L. E. C. A cultura do mirtilo (Vaccinium myrtillus), Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2004. 69 p. (Embrapa Clima Temperado. Documentos, 121)
SANTOS, A.M. dos; RASEIRA, M. do C.B. A cultura do mirtilo. Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2002. 23 p. (Embrapa Clima Temperado. Documentos, 96.)
Sistemas de produção Embrapa: Mirtilo disponível em http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mirtilo/SistemaProducaoMirtilo/introducao.htm acesso atualizado em 20/02/2013
Revista Veja: Os poderes do Mirtilo disponível em http://veja.abril.com.br/blog/viver-bem/nutricao/os-poderes-do-mirtilo/ acesso atualizado em 21/06/2013

Pitaya

Pitaia ou Pitaya, também conhecida como Fruta do dragão ou Dragon-Fruit     Pitaia (ou Pitaya) é o nome dado ao fruto de cerca de 39 espécies de cactos, também é conhecida como fruta do dragão ou Dragon Fruit. Produz flores noturnas que são popularmente chamadas de flor-da-lua de muita beleza, e os frutos tem aspecto diferenciado com cor amarela, vermelha, ou rosada dependendo a espécie e pesam de 100 a 800 gramas. É nativa do México e América do Sul, com algumas espécies nativas do Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai.

Variedades
    As variedades mais comuns são a Hylocereus undatus, de polpa branca e pele rosa, a Hylocereus polyrhizus de polpa vermelha e com pele rosa e a Selenicereus megalanthus, de polpa branca e pele amarela. Outras variedades são a Hylocereus costaricensis de polpa e pele vermelha e a Selenicereus setaceus conhecida com Pitaia pequena ou saborosa e é nativa do Brasil.


Clima e solo
    Prefere climas com medias de temperaturas entre 18 e 26 graus, e chuvas entre 1200 e 1500 mm anuais. Entretanto também se desenvolve em climas mais secos. O PH do solo ideal é entre 5.5 e 6.5 ricos em matéria orgânica, bem drenado e solto (não compactado).

Plantio
    Deve ser plantado em sementeiras e transplantado com 40 dias em covas com diâmetro de 40 por 40 cm de profundidade com adubação de 10 litros de esterco de curral por cova, ou 2,5 kg de húmus de minhoca.
   Deve se fazer o tutoramento com mourões de madeira, ou mesmo de concreto, um espaçamento sugerido usando os tutores seria 3 metros entre as plantas e 4 metros entre as ruas, podendo ser plantada 1 ou 2 mudas por tutor.

Tratos culturais
    Deve-se evitar o uso de defensivos químicos, pois penetram com muita facilidade nos frutos alterando inclusive o sabor. Para fungos é recomendável utilizar calda bordolesa.

Usos e curiosidades
    As Pitaias de casca vermelha tem maior quantidade de vitamina C e fósforo enquanto as amarelas tem maior quantidade de cálcio.
    As sementes de Pitaia tem grande quantidade de gordura poli-insaturada, as vermelhas possuem pouca gordura saturada.
    Em Taiwan, diabéticos usam a Pitaia como substituta do arroz em alternativa a fonte de fibras. A Pitaia supostamente aumenta a excreção de metais pesados e diminui o colesterol e pressão sanguínea.
    Comer regularmente alivia doenças crônicas do sistema respiratório. É uma fruta rica em antioxidantes.
     Pode ser consumida in-natura em sucos, geleias, saladas, e iogurtes etc.
    O consumo excessivo de Pitaia pode provocar elevação da pressão arterial, taquicardia, e efeito lachante.

Produção e comercialização
    A Pitaya amarela produz em média 14 Toneladas hectare ano, enquanto a Pitaia vermelha de polpa branca cerca de 30 Toneladas por hectare ano. Cada unidade (com peso médio de 300g) é vendida por cerca de 12 Reais no Brasil, chegando a custar até 20 dólares cada fruta lá fora.

Composição nutricional por 100g - Pitaya Vermelha (polpa branca)
    Calorias 42, Proteínas 0,5g, Carboidratos 7g, Gorduras 0,1g, Fibras 0,3g, Colesterol 0, Vitamina C 25mg Cálcio 6mg, Potássio 20mg, Sódio 6mg.

Fotos
Pitaia - Pitaya - Dragon Fruit - Fruta do dragão - Espécies e variedades

Cultivo de pitaia

Frutos de Pitaia - Pitaya

Pé de Pitaya

Referências:
Universidade federal de Lavras, Boletim técnico nº 92, Cultivo da Pitaya implantação, 2012.
Embrapa, documentos 62,  Informações preliminares sobre uma especie de Pitaya do Cerrado, ISSN 1517-5122, 2002

Mangostão

    O Mangostão (Garcinia mangostana L.) também conhecido com mangostin, é uma fruta originaria do Sul da Ásia,  onde é conhecida como "rainha das frutas", atualmente é possível encontra-la na maioria das  regiões tropicais do mundo. Na Inglaterra ficou  conhecida por "fruta da rainha" por ter ser consumida pela rainha Vitória (1837-1901) que em seu reinado decretou o mangostão como a fruta oficial da corte e dos banquetes da reais.  A árvore do mangostão pode chegar a  28 metros de altura, e produz frutos de adocicados de sabor muito agradável.

Variedades
mangostão Garcinia mangostana L.     Não existe espécies ou variedades de mangostão, pois a reprodução se dá por apoximia, ou seja  o fruto é formado sem fecundação, as plantas são invariavelmente femininas e, portando a reprodução por semente funciona como um clonagem.

Plantio
     O plantio do mangostão é feito tipicamente por sementes, sendo aconselhável planta-las imediatamente após  a retirada da polpa, pois perde qualidade e poder de germinação. Faz se o semeio em sacos de polietileno com dimensões de  40 x 20 cm e espessura de 15 micras, as sementes germinam entre 10 e 15 dias e as mudas devem ser transplantadas para um local definitivo quando atingirem 40 centímetros de altura (período entre 18 e 24 meses) em covas de 60 cm de largura por 60 de profundidade adubadas com 30 dias de antecedência com 20 litros de esterco bem curtido. O espaçamento entre as covas deve ser de 9 x 9 ou 10 x 10 m em triangulo, após o plantio as covas devem ser cobertas com cobertura morta (arroz, capim seco ou palha). Não existe vantagem alguma na propagação por enxertia  pois as planta adultas enxertadas tem tendencia a produzirem menos.

Sombreamento
    Na fase inicial deve-se sombrear as mudas com sombrite ou intercalar com mudas de bananeira por até 6 meses após o plantio, o que também ajudam a manter  a umidade do local. Ressaltando que não pode se retirar o sombreamento de forma definitiva, o que pode ocasionar na queima das folhas.


Produção e comercialização
    O magostanzeiro começa a produzir a partir do quarto ano, e a produção com cunho comercial incia-se após o sexto ano. A produtividade varia do local onde é cultivado e das condições climáticas variando de 200 a 2000 frutos por planta/ano, no Brasil existem local onde consegue-se produzir até 1500 frutos por planta anualmente. Colhe-se o mangostão quando o fruto apresentar pequenas manchas de cor rósea ou coloração rosa-claro, devendo ser feita com o máximo de cuidado pois quedas danificam os frutos, inviabilizando a comercialização para mercados mais exigentes.
    A dúzia do mangostão custa cerca de R$20,00 em época de safra.

Pragas e doenças
    As principais pragas que atacam o  mangosteiro são a abelha arapuá e acaros Thrips sp. que causa danos na casca dos frutos, e a murcha da árvore que vem acontecendo apenas  no sul da Bahia porém o agente causador ainda não foi identificado,


Propriedades medicinais
    A polpa e mais especificamente a casca são ricos em bioflavonóides (xantonas)  além de outros polifenóis que atuam como poderosos antioxidantes, e segundo investigações in-vitro tem ação anti-cancerígena e anti-inflamatória.
     No Free Radical Research, reduziu a toxicidade renal induzida pelo quimioterápico cisplatina. No Anticancer Research, diminuiu o crescimento do tumor e proliferação de metástases no cancro da mama. No Journal of Medicinal Food, demonstrou estimular a proliferação de linfócitos T. 
    Contém ácido hidrocicitrico, que aumenta a sensação de saciedade e ajuda na eliminação de gorduras, ajudando também na prevenção e redução do colesterol, as quinonas tem ação antibiótica e possui também outras substancias como as catequinas e os estibenos que também são antioxidantes. Contudo, ainda não há estudos clínicos que comprovem os efeitos no homem. 
    O consumo do magostão em quantidades normais é seguro, entretanto a ingestão de suplementos, sucos concentrados a base do magostão ou até mesmo o consumo exagerado da fruta deve ser acompanhada por um médico para quem tem cancro, doenças vasculares, cardiacas, ou para quem toma anticoagulantes, anti-histamínicos, antidepressivos, entre outros medicamentos.

Fotos 
mangostão , mangostin, garcinia mangostana l.
mangosteiro, magostanzeiro, pé de mangostão

Referências:
Embrapa CPATU, recomendações básicas 14  abril 1989, Mangostão. (ISSN0103-0590)
http://www.mangostao.pt/index.html, acesso em 17/10/2012

Camu-camu

     O camu-camu (Myrciaria dúbia) é nativo do Brasil e ocorre de forma selvagem nas regiões ribeirinhas da amazônica e  costuma florescer e produzir em épocas de cheias, a planta pode ultrapassar 3 metros de altura,e  os frutos redondos tem de 1 a 2,5 cm de diâmetro. O camu-camu é também conhecido por caçari, araçá-d´água, araçá-azedo entre outros.


A fruta com maior quantidade de vitamina C já conhecida
camu-camu Myrciaria dúbia     O camu-camu possui uma quantidade de vitamina C que chega a ser 20x maior do que a acerola e 30x maior que a laranja, podendo chegar a 5 gramas de vitamina C para cada 100 gramas de fruta, isso torna o camu-camu a fruta com maior quantidade de vitamina C já conhecida, entretanto o sabor do camu-camu é bastante ácido sendo desagradável ao consumo in-natura, mas a sua industrialização possibilita uma grande gama de produtos alternativos como sucos, geléias, licores, tortas e refrescos de alto valor agregado  , além disso o camu-camu contem 10x mais ferro e 50% mais fosforo que a laranja. O camu-camu possui ainda flavonóides que atua contra os radicais livres e ajuda a prevenir algumas doenças cancerígenas

Clima e Solo
    Prefere regiões em áreas periodicamente alagadas por isso é recomendado cobrir o solo com cobertura morta (restos de capina, capim seco etc.) em regiões mais secas para preservar a umidade do solo

Plantio
Plantio de camu camu    A propagação é feita por sementes, deve se extrair a semente de frutos bem maduros de preferencia de plantas sadias e que produzem frutos maiores, é recomendável plantar as sementes logo depois de extraidas do fruto pois a perda de umidade das mesmas prejudica a germinação
Faz se o plantio das sementes em areia, ou terriço em sacos de polietileno com uma mistura de 3 a 4 partes de terriço para uma de esterco de animal bem curtido, quando as mudas estiverem com 8 a 10 meses podem ser plantadas em local definitivo, em covas de 40 x 40 x 40 xm espaçadas de 3,5 a 4 metros, misturando 10 litros de esterco bem curtido com 100g de superfosfato triplo.

Produção 
    O camu-camu começa a produzir a partir do terceiro ano, chegando a produzir 10 toneladas por hectare ano. A colheita é feita de duas a três vezes por semana.

Composição nutricional por 100 gramas (“in natura“)
    Valor energético 17 Kcal, Proteína 0,5 g , Carboidratos 4,7 g, Fibra 0,6 g , Cinza 0,2 g, Cálcio 27 mg, Fósforo 17 mg, Cálcio 0,9 mg, Ferro 0,5 mg, Tiamina 0,01 mg, Riboflavina 0,04 mg, Niacina 0,06 mg, Vitamina C (ácido ascórbico) 2.800,00 mg.

Fotos
camu-camu, ou  caçari, araçá-d´água, araçá-azedo

Camu-camu em regiões ribeirinhas

Caraguatá ou Gravatá

   O Caraguatá  ou Gravatá (Bromelia pinguin) é uma planta nativa do Brasil  e pertence a familia das bromelias. A planta tem folhas firmes e fibrosas e as flores são reunidas em forma de espiga. Os frutos são redondos de cor amarelo com diversas muitas sementes, tanto o fruto quanto as sementes são comestiveis entretanto as sementes tem sabor ruim.

Plantio e cultivo
    Se adapta a qualquer tipo de solo e a  propagação do caraguatá  ocorre por por estolão, que aparece na base da planta, formando novas mudas.  Depois que frutifica a planta mãe morre o caraguatá ocorre naturalmente nos campos na caatinga e  nos cerrados, podendo viver no solo em rochas ou inclusive em árvores.

Usos e propriedades medicinais
    É utilizado principalmente em forma de sucos e xaropes, principalmente por possuir propriedades medicinais dentre elas é expectorante ( para asma, tosse e bronquite), é tônico, diurético,  e vermífugo.

Fotos
Caraguatá  ou Gravatá (Bromelia pinguin)



Pitangatuba

    A Pitangatuba (Eugenia neonitida) apesar de rara e exótica é uma verdadeira fruta nativa do Brasil, chega atingir 2 metros de altura e é naturalmente encontrada nas regiões de restingas (planícies litorâneas) do Rio de Janeiro. Produz frutos de formato semelhante ao da pitanga e da carambola, com tamanho de até 8 centímetros e com uma unica semente. O fruto da pitangatuba chama bastante atenção pelo aroma que exala quando maduro, o sabor de nada se assemelha com o da pitanga, sendo que o sabor é muito mais agradável e sua consistência do fruto faz com que ele derreta na boca.

Pitangatuba - Eugenia neonitidaClima, solo e plantio
    O plantio é feito por sementes, podendo ser cultivada a pleno sol, em praticamente todos os tipos de solo beneficiando-se de uma boa adubação. Pode ser plantada em vasos e jardineiras para ornamentação.

Frutificação
    Floresce de outubro a março e frutifica entre setembro e fevereiro.
    Os frutos podem ser consumidos in-natura em forma de geleias e doces.

Fotos
PitangatubaPitangatuba
Pitangatuba madura
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Uvaia

    Entre as uvaias, ou uvalhas, como também são denominadas estas plantas nativas do litoral nordestino, da família das mirtáceas, a mais conhecida é a espécie Eugenia uvalha Camb., uma pequena árvore de folhas opostas, sem pêlos e flores alvas, seu fruto é amarelo, redondo, de 3 a 4 cm de diâmetro, e pende de um cabo pequeno de 3 a 4 cm. A pele do fruto é lisa e fina. Outras espécies cultivadas no Brasil são a Campomallesia corymbosa (nativa do Mato Grosso e São Paulo) e a Eugenia arrabidea (existente em Goiás, Minas Gerais e Paraná). Geralmente a uvaia tem um caroço de quase 1 cm de diâmetro, e às vezes dois ou três caroços. A sua polpa é doce ou agridoce, comestível ao natural e sob forma de compotas, geléias, sorvetes e refrescos. E utilizada também na fabricação de vinagres finos, pois contém ácido tartárico, ácido málico e pectina (mistura de hidratos de carbono), além de um óleo volátil, aromático, que se acha no pericarpo. Do fruto faz-se uma bebida recomendada para os doentes com febre tifpide. A árvore fornece madeira de até 20 cm de diâmetro, amarelada, especial para a fabricação de caibros e pequenas vigas, cabos de ferramentas e instrumentos agrícolas. 

Pragas e doenças 
A uvaia é sujeita ao ataque da mosca-das-frutas. 

Composição nutricional por 100 g 
    34 calorias, 1,7 g de proteínas, 10 mg de cálcio, 15 mg de fósforo, 2,6 mg de ferro, 30 mmg de vitamina A, 0,04 mg de vitamina B1, 0,04 mg de vitamina B2 e 33 mg de vitamina C.

Sapoti

    O sapotizeiro (Achras sapata, L. ) originário da América Central, é uma árvore de até 15 m de altura, de seiva leitosa e numerosos ramos que compõem uma copa frondosa, mais ou menos ovalada. Seu fruto, uma baga globosa, carnuda, envolve sementes pretas e brilhantes. E sua casca muito fina, de coloração castanho escura, é recoberta por um pó que se desprende facilmente. O sapoti pode ser consumido ao natural ou como geléia, refresco e xarope. Utiliza-se a madeira do sapotizeiro em carpintaria, e do lãtex da árvore produz-se goma de mascar. Atribui-se à casca do fruto propriedades tônicas e febrifugas. O pó da semente é utilizado no combate às infecções renais.

Clima e solo 
    O sapotizeiro desenvolve-se em quase todos os tipos de solo.Quanto ao clima, as melhores condições são encontradas em regiões quentes e com chuvas de mais de 1000 mm/ano. 

Propagação 
    O processo mais indicado para a obtenção de mudas é o da enxertia por garfagem ou borbulhia. Não se deve fazer a  propagação do sapoti por meio de sementes, pois esse método altera várias características da planta. No preparo de mudas, deve-se utilizar sacos de polietileno de 18 x 30 cm. O porta-enxertos é obtido através do plantio de sementes do próprio sapoti, à profundidade de 3 a 5 cm. Quando a muda estiver com cerca de 1 cm de diâmetro, doze a dezoito meses depois da semeadura, é hora de fazer a enxertia. 

Espaçamento e coveamento 
    Recomenda-se o espaçamento de 8 x 8 m, emcovas de 0,40 x 0,40 x 0,40 m. 

Plantio 
    Deve ser feito no início daschuvas, em solo suficientemente úmido. É preciso retirar os sacos de plástico das mudas. 

Tratos culturais 
    As capinas podem ser manuais. Recomenda-se, nos primeiros anos, o plantio de leguminosas nos espaços entre os sapotizeiros. A poda só é utilizada no início do desenvolvimento para a formação da copa. Não há necessidade de podas nas árvores adultas, exceto para suprimir ramos excessivos, secos ou mal formados. 

Adubação 
    A adubação e a calagem dependem da análise do solo, que terá de ser repetida, pelo menos, a cada quatro anos. Recomenda-se o emprego de biofertilizante e de matéria orgânicaem geral. 

Pragas 
    As principais são as brocas do caule e dos ramos e a mosca-das-fru-tas. Mas o sapotízeiro é uma planta bem resistente. 

Colheita 
    Pomares oriundos de mudas enxertadas começam a produzir no quarto ano. Um sapotizeiro adulto produz de 1.000 a 3.000 frutos por ano. 

Composição nutricional por 100 g 
    96 calorias, 0,7 g de proteínas, 29 mg de cálcio, 6 mg de fósforo, 1,2 mg de ferro, 0,01 mg de vitamina B1 0,01 mg de vitamina B2 e 13mg de vitamina C.

 Fotos

Pitomba

    A Pitombeira (Talisia esculenta, Radlk.) é uma árvore da família das sapindáceas, originária da região amazônica, atinge até 15 m de altura. Sua copa é arredondada e o caule tem muitos ramos de casca lisa e cinzenta. Suas flores são brancas, perfumadas e dão em cachos terminais. O fruto, a pitomba,  é carnoso e de casca amarelo-acinzentada, dura e quebradiça" e tem um caroço grande e alongado. E agridoce, saboroso e muito apreciado. O caroço, muito adstringente, é usado contra a diarreia crônica. 



Clima e solo 
    A pitombeira desenvolve-se em zonas de clima quente e temperado e em solos profundos, permeáveis e bem drenados. 

Propagação 
    A única forma de multiplicação empregada é por sementes, que devem ser plantadas em jacazinhos (balaios), canteiros ou no local definitivo. Não são necessários cuidados especiais, por causa da rusticidade da planta. 

Plantio 
    As mudas devem ser plantadas, de preferência, no início da estação úmida e em dia chuvoso. 

Espaçamento e coveamento 
    O espaçamento indicado é de 10 x 10 m. Dimensão das covas: 40 a 50 cm de comprimento, largura e profundidade. 

Consorciação 
    É vantajoso o plantio de culturas consorciadas no primeiro ano. 

Tratos culturais 
    As capinas são indispensáveis, de preferência feitas mecanicamente. As podas de formação são desnecessárias, mas podem ser feitas as de limpeza. 

Colheita 
    A altura da árvore dificulta esta operação, que é amenizada, em parte, pela ramificação abundante da Pitombeira. A fruta é pequena, leve, de casca muito dura e resiste bem a quedas e pancadas, dentro de certos limites. A pitomba se conserva por várias semanas e resiste a longas viagens. 

Composição nutricional por 100g
0,4 g de proteínas, 15 mg de cálcio, 9 mg de fósforo, 0,8 mg de ferro, 30 mmg de vitamina A, 0,04 mg de vitamina B1, 0,04 mg de vitamina B2, e 33 mg de vitamina C.

Fotos

Jenipapo

    O Jenipapeiro (Genipa americana, L), originário da América Tropical, é uma árvore muito útil, a começar pelo poder de atração de seu fruto, o Jenipapo, que facilita o repovoamento de animais e aves. É ótima, portanto, para o florestamento e reflorestamento. A árvore pode atingir até 20 m de altura e dá uma madeira de cor marfim, mole. muito elástica e flexível, resistente ao ataque de insetos e usada para marcenaria de luxo, matriz de xiloaravura, construção de barcos etc, Quando cortada e mergulhada na água, sua cor muda para uma belíssima tonalidade roxa. Da folha faz se chás medicinais (para tratamento entre outras coisas, de diarréia), mas ela pode também ser usada como forrageira, cortada e misturada à ração, porque estimula o apetite dos animais. As sementes e as raizes também são medicinais (as sementes, esmagadas, são um eficiente vomitório; a raiz tem ação purgativa). O fruto, uma baga ovóide e carnuda, é comestível. De polpa aromática e mole (difícil de ser transportada sem prejuízo), quando maduro pode ser usado para a fabricação de licores, compotas e vinhos, e também para a alimentação de caprinos, suínos e bovinos. Mas precisa ser cortado antes de ser dado aos animais, para evitar engasgamento.Quando verde, o fruto como também a casca da árvore -d,í uma matéria corante azul-escura que, em contato com o ar, torna-se preta e é usada pelos índios para pintar o corpo, tecidos e objetos de uso doméstico. 

Variedades
    Há muitas espécies e variedades de jenipapo, entre as quais o Jenipapo-grande. médio, pequeno, jenipapo-sem-caroço, semperflorens e o charuto-schum. E uma planta que se adapta a várias condições, sendo encontrada em quase todo o país, .excero cm regiões muito áridas. 

Cultivo adubação e multiplicação das mudas 
    Pode ser cultivado nos mais variados tipos de solo, até mesmo, sob certas condições, no cerrado. E a adubação deve ser orgânica, com destaque para adubação verde. Para multiplicar as mudas, pode-se usar a enxertia, a alporquia,o alto fuste e a regeneração natural. O método mais usado é a semeadura, seguida da regeneração natural. As sementes brocadas ou doentes devem ser eliminadas. As sementes germinam em 25 ou 30 dias. E preciso esperar, então, de três a quatro meses, quando as mudas atingem a altura de 12 cm de caule, para fazer a repicagem. Para o acondicionamento delas usam-se jacás, bambus, laminados, cai:xotes, sacos de plástico ele. Depois da repicagem, de seis a doze meses, as mudas devem permanecer num ripado para proteção, até que atinjam 20 cm, antes do plantio definitivo (no cerrado, o ripado foi eliminado, com bons resultados, em menos tempo). 

Plantio 
    O ideal é que seja feito na estação chuvosa, em covas de 60 x 60 x 60 cm, com 20 a 30 l de esterco curtido por cova. Costuma-se também abrir covas esperar um mês e depois adubá-las, misturando a terra da superfície com o esterco. Passado mais um mês, planta-se (no cerrado, essa etapa também está sendo eliminada, com bons resultados). 

Consorciação 
    Pode ser feita com mandioca ou algodão, mas quando o jenipapeiro ainda é jovem, de forma que receba sombra e possa desenvolver-se melhor. Em plantações com grandes espaçamentos em solos pobres e arenosos, recomenda-se o consorciamento com leguminosas. Embora o jenipapeiro seja uma planta muito rústica e pouco exigente, é preciso capinar ao redor vez ou outra para manter a área limpa. 

Colheita 
     Consiste apenas em calar os frutos que caem. Começa a produzir no quinto ano e em certas regiões, o jenipapeiro tem sempre frutos (numa parte da planta) e flores (em outra parte). A colheita se concentra, no Amazonas, em agosto e setembro, mas em Viçosa (MG), por exemplo, é de maio a julho e em Sergipe de fevereiro a maio. Há variedades no Nordeste que podem dar frutos maduros quase o ano todo. 

 Ação medicinal  
    Atribuem-se ao jenipapo várias propriedades curativas. Da polpa, por exemplo, diz-se que é diurética e combate a anemia, a icterícia, a barriga-d'água, as afecções do fígado e do baço. Os antigos usavam o fruto como anti-sifilítico e curativo da ruptura do umbigo das crianças. 

Composição nutricional por 100 g 
    113 calorias, 5,2 g de proteínas, 40 mg de cálcio, 58 mg de fósforo, 3,6 mg de ferro, 30 mmg de vitamina A, 0,04 mg de vitamina B1,  0,04 mg de vitamina B2 e 33 mg de vitamina C.

Fotos


Grumixama

    A grumixameira (Eugenia brasiliensis Larn.), conhecida como a cerejeira brasileira, é uma árvore da família das mirtáceas, a mesma da jabuticabeira, que pode atingir 20 m de altura. Produz muitos, frutos, além de ser ótima para a ornamentação de alamedas. Fornece madeira branca, ou branco-amarelada, muito quebradiça e fácil de ser trabalhada, tendo largo emprego nas obras mais simples da marcenaria, carpintaria e caixotaria. A lasca e as folhas da grumixarneira são aromáticas e adstringentes, utilizadas como anti-reumáticas e diuréticas. A casca é também usada para curtir couros. O fruto grumixama, ligeiramente ácido, é comido cru e sob a forma de compotas e geleias. De sua fermentação obtém-se uma bebida vinosa. A grumixameira é cultivada como essência florestal de rápido crescimento.

Variedades 
    Conhecem-se três tipos, que se distinguem. pela cor da polpa dos produtos: roxo-escura, vermelha e branca. O sabor é o mesmo.

Clima e solo 
    Adapta-se bem a qualquer tipo de clima e solo, resistindo até a geadas leves.

Propagação 
    As mudas são obtidas de sementes plantadas em canteiros ou em pequenos balaios.

Plantio
    De preferência no início da estação úmida ou na primavera, com espaçamento de 4 a 5 m entre as plantas e as linhas. Os tratos culturais são os mesmos dados à goiabeira.

 Colheita 
     A frutificação vai de novembro a fevereiro ou março. A grumixameira começa a produzir a partir do quinto ano.

Fotos

Guabiroba

    A guabirobeira t (Campomanesia spp.), também chamada guabiroba, gabiroba ou gabirova, é um arbusto da família da jabuticabeira e da goiabeira (as mirtáceas), encontrado em quase todos os estados brasileiros. Entre espécies e variedades, há 33 plantas frutíferas que levam esse nome, inclusive algumas uvaias e o araçá-peludo. Há espécies com apenas 1 m de altura e outras com até 10 m. Uma das mais conhecidas é a guabirobeira-do-pará (Eugenio myrobalana DC.), de folhas grandes, com até 33 cm de comprimento e 9 cm de largura, e flores brancas. Seu fruto, uma baga alongada, com até 2,5 cm de comprimento, é ácido e levemente adstringente (em tupi, a palavra guabiroba significa "de sabor amargo"). Contém uma semente também alongada. Esta espécie tem diversas variedades, entre elas a guabíroba-açu, de frutos grandes, e a guabiroba-mirim, de frutos pequenos.

Plantio 
    Pode ser feito por sementes ou por estaquia, com espaçamento de 4 a 8 m entre as plantas. A frutificação começa no quinto ano depois do plantio.

Composição nutricional por 100 g 
    64 calorias, 1,6 g de proteínas; 38 mg de cálcio; 29 mg de fósforo; 3,2 mg de ferro: 30 mmg de vitamina A; 0,04 mg de vitamina B1; 0,04 mg de vitamina B2 e 33 mg de vitamina C.

Fotos

Cambuci

    O Cambucizeiro (Paivaea langadorffi, Berg.) é uma árvore pequena, de flores brancas, da família das mirtáceas (a mesma da jabuticabeira). Seu fruto, o cambuci, é uma baga esférica, com uma cavidade contendo pequenas sementes. A árvore fornece madeira de boa qualidade para a marcenaria e carpintaria, mas seu tamanho só permite que seja usada para fabricar cabos de ferramentas e de instrumentos agrícolas. A casca da árvore é adstringente e, por isso, utilizada para curtir couro.
     O cambucizeiro é uma árvore de limitada distribuição geográfica. É mais encontrada na vertente da Serra do Mar, e é uma planta nativa da Mata Atlântica, onde é naturalmente encontrada em pequenos resquisios, felizmente a planta é cultivada em pomares domésticos.

Frutificação e Usos
    Os frutos tem casca verde e fina, o periódo de maturação vai de janeiro a abril e quando maduro fica macio e sua coloração amarelada , embora também adstringentes, são comestíveis, excelentes para sorvetes, porém não é consumido in-natura por ser extremamente ácido, possui perfume e sabor bastante característico o que fez com que nos tempos coloniais, fosse comum sua infusão em aguardente de cana, resultanto numa bebida de aroma e paladar agradáveis.

Fotos



Cambucá

    O Cambucazeiro (Marlierea eduliz,Ndz.), árvore originária do Brasil, pertencente à família das mirtáceas a mesma da jabuticabeira e da goiabeira é também chamado Cambucá-verdadeiro, para distingui-lo de outra espécie de Cambucá (Myrciaria plicato-costaia, Berg) e do cambucá-preto (Eugenio velutina, Berg.). A árvore é frondosa, com até 8 m de altura, de caule tortuoso e flores brancas, que dão inclusive no tronco e aparecem no início da primavera. O fruto, de sabor agradável, é do tamanho de uma pequena mexerica, tem casca amarela e polpa suculenta. Como a jabuticaba, cresce junto aos galhos e ao tronco do cambucazeiro, preso por um cabo curtíssimo.

Usos 
    Fornece madeira elástica e resistente, própria para a fabricação de cabos de ferramentas e de instrumentos agrícolas. A casca, adstringente, é utilizada em curtumes. Os frutos têm polpa adocicada, comestível ao natural e sob a forma de compotas e doces. É uma árvore de crescimento lento, que dificilmente frutifica antes de atingir dez anos.

Práticas de cultivo 
    São iguais às da jabuticabeira.

Composição por 100 g  
    66 calorias, 1,7 g de proteínas, 21 mg de cálcio, 22 mg de fósforo, 2,3 mg de ferro, 30 mmg de vitamina A, 0,04 mg de vitamina B1 0,04 mg de vitamina B2 e 33 mg de vitamina C.

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