Alfafa

    A alfafa (Medicago Saliva L.), leguminosa originária da Asia Central, é considerada a "rainha das plantas forrageiras", por seu alto valor nutritivo e grande  produtividade. Plantada já no ano de 700  a.c. pelos árabes e persas, talvez tenha  sido a primeira herbácea a ser cultivada  no mundo. O nome alfafa vem do árabe e  significa "forrageira ótima". Adaptando-se a clima temperado, subtropical e até  tropical, espalhou-se pela Europa e depois chegou à América. No Brasil, é cultivada no sul do país. Mas ainda é pouco  plantada, provavelmente devido ao insucesso resultante do manejo inadequado.  Nos países onde vem sendo cultivada  com sucesso, têm-se obtido diversas variedades e espécies adaptadas a cada região. As mais conhecidas são Medicago  saliva L., M. jalcata e M. media.   

Clima e solo
Alfafa    O clima não deve ser  muito quente, pois é forrageira de clima frio. Em clima frio a alfafa reduz sua produção no inverno; em clima quente, produz menos no verão. Nas regiões onde os  períodos de seca são prolongados, a alfafa pode produzir satisfatoriamente, se for  usado o sistema de irrigação. Não tolera  solo encharcado. No sul do Brasil, o frio  e a geada geralmente não prejudicam o  seu desenvolvimento. Nessa região, a alfafa encontra condições para produzir o  ano todo. Prefere os solos que tenham pH  7; em solos ácidos (pH 5) apresenta baixa  produtividade. Esta forrageira cresce bem  na faixa dos 200 a 3 000 m acima do nível do mar. Entretanto, adapta-se melhor  na faixa entre 700 a 2 800 m de altitude.  Em solo profundo, a raiz da alfafa atinge  mais de 2 m, assegurando-lhe condições  para produzir durante vários anos. Não  tolera solos compactados, daí a necessidade de afofá-lo a uma profundidade de  meio metro, para que a raiz possa penetrar na terra. Sendo muito exigente em  fósforo e enxofre e potássio, quando  cortada freqüentemente para o feno,  não tolera solos que tenham alumínio.  Aceita de bom grado o boro, molibdênio,  cobre e zinco.

Plantio
   Antes do plantio, é necessário  corrigir o solo com a aplicação de calcário. O espaçamento, no caso da variedade  M. salivá L., é de 20 a 25 em, com enterrio de até 2 cm. Para a variedade crioula,  o espaçamento mais indicado é de 30 cm.  A variedade mais recomendada para o Sul  é a crioula. Esta chega a produzir 36,9  t/ha de máteria seca. No inverno, produz 2 t/ha de matéria seca com alto teor de proteína. A semeadura pode ser a lanço, com  cerca de 15 a 20 kg/ha de sementes de  boa qualidade; em caso de pastos mistos,  esta quantidade pode ser reduzida à metade. No Rio Grande do Sul, ela é semeada  nos meses de setembro e outubro.

Adubação
    No cultivo da alfafa, o fator mais importante é a adubação. O que  for retirado em forma de forrageira deve  ser reposto na forma de adubo. Calcula-se  que para uma colheita de 10 t/ha de feno  deve-se colocar no solo de 300 a 350 kg  de nitrogênio, de 50 a 60 kg de fósforo,  de 150 a 200 kg de potássio  e de  250 a  350 kg de cálcio. O uso do biofertilizante  reduz grandemente a necessidade de se  aplicar adubos químicos. Pertencente à  família das leguminosas, a alfafa tem a  vantagem de retirar e aproveitar nitrogênio do ar, razão pela qual necessita de  uma dose menor deste elemento durante  as primeiras fases de crescimento.

Polinização
   O pólen da alfafa não é  transportado pelo vento. As abelhas são  as responsáveis por este transporte, promovendo a polinização cruzada. Em experimentos de polinização, as plantas protegidas contra as abelhas produziram 2,25  kg de semente por meio hectare. Já as  plantas polinizadas pela Apis mellifera  chegaram a produzir cerca de 144,45 kg  de sementes por meio hectare. As abelhas  trabalham nas flores de alfafa como coletoras de pólen e de néctar. As coletoras de pólen são as que realmente executam a  polinização da planta. A influência das  que retiram seu néctar é muito pequena. 

Colheita 
    Como cultura perene, a alfafa permite vários cortes durante o ano. A espécie Medicago saliva L., por exemplo, pode fornecer de 5 a 8 cortes por  ano, com uma produção de 6 a 18 t/ano  de matéria seca. Já a M. saliva L., cultivar  crioula, dá nove cortes no primeiro ano e  rendimento superior a 10 t/ha de feno. Os  cortes devem ser feitos a uma altura de 6  a 8 cm acima do nível do solo. Este processo acelera a rebrota, além de evitar danos nas gemas. Os cortes devem ser feitos quando as plantas atingirem 50% de  florescimento.

Composição por 100 g
52 calorias, 6  g de proteínas, 12 mg de cálcio, 51 mg  de fósforo, 5,4 mg de ferro,  1140 mmg  de vitamina A, 0,13 mg de vitamina B1,  0,14 mg de vitamina B2 e 162 mg de vitamina C.

Cultivo de alfafa, na foto vemos cultivo irrigado


Fontes: Embrapa, cultivo da Alfafa, disponivel em: http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Alfafa/SistemaProducaoAlfafa_2ed/mercado.htm#topo acesso atualizado em 05/03/2015
 INSTITUTO AGRONÔMICO. Boletim Técnico 100: Recomendações de Adubação e Calagem para o Estado de São Paulo. Campinas, SP. 1996. 285p. RUGGIERI, A. C.; SCHIMIDEK, A.; FIGUEIREDO, L. A. 
Produção de matéria seca e composição bromatológica de 35 cultivares de alfafa com quatro anos de cultivo em Sertãozinho, SP. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 38., 2001, Piracicaba, SP. Anais... Piracicaba: SBZ, 2001, p.220-221.

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